O governo dos Estados Unidos informou que está coordenando o envio de ajuda humanitária a Cuba, após os estragos causados pelo furacão Melissa, ocorrido em outubro de 2025. A iniciativa visa fornecer apoio às regiões mais afetadas e reforçar o esforço de recuperação na ilha caribenha.
EUA e Igreja Católica unidos na distribuição de ajuda
O secretário de Estado Marco Rubio anunciou, em 14 de janeiro, que os EUA estão enviando o primeiro lote de assistência, trabalhando diretamente com a Igreja Católica para garantir que os recursos cheguem às comunidades mais necessitadas, sem intermediários do regime cubano. “A ajuda será entregue diretamente ao povo cubano — não ao regime ilegítimo”, destacou Rubio em publicação na rede social X.
Detalhes do envio de ajuda humanitária
Segundo Rubio, a próxima remessa será de aproximadamente 6.000 famílias em regiões devastadas, incluindo Santiago de Cuba, Holguín, Granma e Guantánamo. A ajuda, prevista para chegar a partir de 16 de janeiro, inclui kits de alimentos (arroz, feijão, óleo e açúcar), itens de higiene, filtros de água, utensílios domésticos e lanternas solares, conforme divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA.
Coordenação com organizações civis e impacto humanitário
O secretário ressaltou que a ajuda será entregue “sem interferência do regime”, em parceria com organizações como Caritas Cuba, maior entidade de assistência humanitária no país, que atua com uma rede de 12 mil voluntários e uma equipe de mais de 40 funcionários. Desde 1993, CRS Cuba, braço da Catholic Relief Services, já destinou mais de US$ 32 milhões em recursos emergenciais para diversas ações sociais e de recuperação na ilha.
De acordo com o escritório da ONU para Assistência Humanitária, o furacão Melissa provocou destruição em várias regiões, levando a crises de abastecimento de água e de saneamento, além de risco de brotes de doenças. A tempestade impactou milhões de cubanos, haitianos e dominicanos, deixando um rastro de perdas materiais e desafios para a saúde pública.
Especialistas apontam que a iniciativa dos EUA reforça a importância da atuação humanitária independente, especialmente por organizações civis, que continuam atuando de forma autônoma no território cubano, mesmo diante de tensões políticas. A ajuda visa melhorar as condições de vida nas áreas mais afetadas, além de fortalecer a resiliência da comunidade local diante de desastres futuros.
Mais detalhes sobre a operação e os próximos passos serão divulgados pelas autoridades americanas nas próximas semanas, à medida que os recursos forem entregues às famílias cubanas. O esforço conjunto demonstra o compromisso internacional em promover a ajuda humanitária e o apoio às populações vulneráveis, independentemente de questões políticas.














