Nos últimos dias, intensos protestos no Irã resultaram na morte de pelo menos sete pessoas, dentre elas jovens cristãos de comunidades armênias e caldeias. Além das fatalidades, outras três pessoas ficaram feridas e uma foi presa. A morte do jovem Ejmin Masihi, identificada por fontes ligadas à comunidade armênia, chamou atenção para a dramática situação enfrentada por minorias religiosas no país. Ativistas do Artigo 18, que documentam abusos de direitos humanos no Irã, condenaram a “repressão brutal” do regime de Teerã.
Armênios e caldeus entre as vítimas
Relatos divulgados por grupos de defesa dos direitos humanos indicam que, nas últimas semanas, um número expressivo de cristãos tem estado entre os mortos e feridos durante os protestos que eclodiram em resposta a uma série de crises econômicas e políticas. De acordo com informações locais, sete armênios-iranianos estão entre as mais de 2.400 vítimas relatadas oficialmente, enquanto grupos de ativistas afirmam que o número real pode ultrapassar 12.000. Os protestos ganharam força após a morte de Mahsa Amini, em 2022, quando as demandas por justiça e liberdade se tornaram um clamor de milhões de iranianos.
A participação dos cristãos nas manifestações
As comunidades cristãs, incluindo armênios e caldeus, têm desempenhado papéis significativos nos protestos. Em protestos anteriores, como aqueles de 2019, já haviam sido registrados casos de cristãos mortos. O papel ativo dos cristãos se intensificou na atual onda de manifestações, evidenciada pela presença de jovens caldeus que apoiaram o movimento “Vida, Mulher, Liberdade”. A forte presença de minorias religiosas nas manifestações destaca a insatisfação generalizada com o regime e as condições de vida no Irã.
Repressão e consequências para o povo iraniano
O Artigo 18 emitiu uma carta aberta denunciando a repressão do governo iraniano, que tem respondido aos protestos com ações violentas e brutalidade. “Os manifestantes foram recebidos com violência brutal, incluindo ataques a feridos hospitalizados”, denunciam os ativistas. O ambiente de medo se intensificou após um bloqueio quase total da internet, que dificultou a comunicação e a disseminação de informações sobre os eventos. Conforme o documento observado, relatos de massacres e alto número de vítimas são preocupações crescentes, especialmente em relação à segurança das crianças e jovens, que estão na linha de frente das manifestações por seus direitos humanos.
A responsabilidade da comunidade internacional
A carta aberta dos ativistas do Artigo 18 convida a comunidade internacional a reagir de maneira firme contra os abusos do regime iraniano, destacando a necessidade de responsabilização por seus atos que violam o direito internacional. Os ativistas clamam por ações mais significativas das nações, inclusive recomendações para que embaixadores sejam convocados do Irã, sinalizando a gravidade da situação.
O impacto da queda do regime iraniano, conforme afirmam os ativistas, poderia ser positivo não apenas para os iranianos, mas para a estabilidade regional e global. O governo iraniano tem sido acusado de alimentar conflitos em diversas partes do Oriente Médio, e seu papel desestabilizador precisa ser abordado. Assim, as vozes das minorias religiosas e da sociedade civil devem ser ouvidas, com um chamado à ação junto a organismos internacionais como a UE e a ONU.
Conclusão: um clamor por direitos humanos e dignidade
A crise no Irã não deve ser vista apenas como uma disputa política interna, mas como um ataque sistemático à dignidade humana e aos direitos fundamentais. O povo iraniano, incluindo suas comunidades cristãs, merece o apoio da comunidade global em sua busca por justiça e liberdade, e não pode ser ignorado em meio à repressão brutal que estão enfrentando. O momento exige um posicionamento firme e uma resposta eficaz para proteger aqueles que lutam por suas vidas e direitos no Irã.
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