O retorno de Donald Trump ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 2026, promete agitar os debates sobre cooperação internacional e crescimento econômico. Sua participação inédita desde 2020 ocorre em um momento de intensas ações globais por parte do ex-presidente, que busca fortalecer sua influência além das fronteiras dos Estados Unidos.
Trump e o cenário global: ações e impacto em 2025
Durante 2025, Trump foi um ator ativo na cena internacional, promovendo ações que desafiam as normas tradicionais do clubismo global. Ele arrestou o presidente da Venezuela e prometeu controlar o país latino-americano, além de ajudar a enfraquecer o regime iraniano e contribuir para uma trégua entre Israel e Hamas. Essas iniciativas, muitas vezes controversas, tiveram efeitos profundos em diferentes regiões.
Segundo a reportagem de Brian Bennett e Nik Popli, Trump também tentou aplicar estratégias similares ao conflito Rússia-Ucrânia, buscando soluções diplomáticas que desafiam o consenso convencional e provocaram reações variadas no cenário global. Sua postura desafiadora e pragmática, frequentemente criticada pela elite de Davos, tem sido fundamental para tais conquistas.
O papel de Trump na economia mundial e negociações comerciais
O impacto das políticas econômicas de Trump, especialmente nas tarifas comerciais, é tema central neste Fórum. Economistas como Robert Lawrence discutem como as tarifas impostas pelo ex-presidente ainda não levaram ao colapso do comércio global, enquanto especialistas como Neale Mahoney destacam o aumento do custo de vida ao redor do mundo.
Intensificando a análise, líderes como Kristalina Georgieva, do FMI, e David Solomon, do Goldman Sachs, abordam o panorama econômico de 2026 ‒ um período marcado por incertezas e novas alianças, que, segundo o analista Ian Bremmer, testará a viabilidade do conceito de um mundo dominado pela visão de Trump sobre comércio e segurança.
Novos rumos na liderança do Fórum e temas emergentes
O Fórum de Davos de 2026 conta com nova liderança: Borge Brende e André Hoffmann discutem a adaptação da organização a uma era de crescente nacionalismo e populismo, deixando para trás o consenso global. Um tema central será a inteligência artificial, que promete moldar discussões e avanços no futuro próximo.
Contribuidores como Marc Benioff, Amal Clooney e Robert F. Smith refletem sobre as potencialidades da IA e os desafios éticos, econômicos e sociais que ela traz. Além disso, nomes como Michelle Bachelet, Michael Dell e líderes jovens do WEF abordam soluções para problemas globais atuais, em uma tentativa de reequilibrar o papel das lideranças na governança mundial.
Perspectivas para 2026 e o legado de Trump no cenário internacional
Como aponta a matéria, o retorno de Trump a Davos é mais do que uma simples presença; é uma demonstração de sua intenção de continuar influenciando a política e a economia globais. Sua participação deve fortalecer debates sobre a deterioração das relações multilaterais e a ascensão do nacionalismo, que desafiam o atual modelo de cooperação internacional.
O Fórum deste ano representa um momento crucial para entender o novo cenário mundial, onde as ações de Trump podem moldar as prioridades globais e reconfigurar alianças em uma era de rápidas transformações tecnológicas e políticas.


