Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Tragédia no Porto de Santos: trabalhadora morre em queda de 20 metros

Na noite do dia 12 de janeiro, o Porto de Santos foi palco de uma tragédia que impactou não apenas a comunidade portuária, mas também a vida da família de Denise dos Santos Teixeira, uma trabalhadora de 45 anos que havia iniciado recentemente sua jornada profissional formal. Ela perdeu a vida após despencar de uma altura de cerca de 20 metros em um acidente ocorrido em um dos terminais do porto. Deixando em luto três filhos e um neto, Denise se destacou como uma mulher determinada que finalmente estava alcançando seu sonho de trabalhar na área portuária.

O sonho de uma vida

A irmã de Denise, Simone Freire, revelou que a vítima sempre sonhou em atuar no setor portuário. Antes de conseguir o emprego no terminal, ela trabalhava em diversos serviços informais e chegou a ter uma loja de acessórios. “Ela sempre disse que um dia ia trabalhar no porto, pois são empregos duradouros e bons”, lembrou Simone. Denise estava na empresa Corredor Logística e Infraestrutura (CLi) há apenas 45 dias e, segundo sua irmã, estava extremamente feliz e realizada com a nova oportunidade.

“Ela chegou a compartilhar nas redes sociais imagens do kit de boas-vindas da empresa, mostrando seu entusiasmo”, complementou Simone. A alegria de Denise em conquistar uma colocação formal no mercado de trabalho era evidente, e a perda repentina deixou um vazio imensurável em sua família.

Detalhes do acidente

O acidente que resultou na morte de Denise ocorreu no Armazém 16, durante uma atividade rotineira de inspeção mecânica, segundo informações da empresa CLi. Um colega de trabalho relatou que, possivelmente, o piso da esteira onde ela caminhava teria cedido. A empresa tratou de isolar a área e suspender as operações imediatamente após o incidente. Em nota oficial, a CLi expressou suas condolências e reforçou seu compromisso em investigar a causa do acidente.

Reação da empresa

A nota da Corredor Logística e Infraestrutura foi clara em demonstrar a tristeza da firma pela perda de Denise. “A CLi lamenta profundamente o falecimento de sua colaboradora e se solidariza com os familiares, amigos e colegas neste momento de dor”, destaca o comunicado. A nota ainda informa que a empresa acionou imediatamente as autoridades e estabeleceu protocolos de emergência, como a busca pela colaboradora que só foi encontrada após cerca de 20 minutos do acidente.

O resgate foi realizado por um mecânico, que acionou a brigada de emergência. Apesar dos esforços da equipe médica do SAMU, Denise foi declarada morta no local. A empresa também informou que a remoção do corpo ocorreu após o encerramento dos procedimentos periciais e que a família recebeu orientação e apoio das equipes de Recursos Humanos e Saúde da empresa.

Investigação em andamento

Conforme destacado pelo comunicado da CLi, as causas do acidente ainda estão sendo apuradas. Para garantir uma investigação técnica isenta, a empresa contratou consultoria externa especializada em segurança. A expectativa é que essa análise possa trazer clareza sobre o ocorrido e propor melhorias para evitar novas tragédias.

Enquanto isso, a perda de Denise trouxe à tona a importância de discutir as condições de trabalho no setor portuário, que, apesar de ser uma área com potencial de contribuir significativamente para a economia, também apresenta riscos aos seus trabalhadores. A história de Denise é uma lembrança trágica da fragilidade da vida e da importância de um ambiente de trabalho seguro.

Reflexão sobre a tragédia

A dor da família e a história de Denise levantam questões cruciais sobre segurança no trabalho. É fundamental que todos, desde as empresas até os órgãos reguladores, se unam para implementar medidas que garantam um ambiente laboral seguro e saudável. A memória de Denise deve servir como um impulso para promover mudanças necessárias que assegurem que outros trabalhadores não enfrentem o mesmo destino trágico.

À medida que as investigações avançam, a comunidade continua a oferecer apoio à família de Denise, que perdeu não apenas uma filha, mas uma mãe e uma avó, em um incidente que deveria ter sido evitado. O Porto de Santos, um dos principais centros logísticos do Brasil, se vê agora diante do desafio de garantir a segurança de seus trabalhadores e a proteção de seus sonhos.

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