Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Funcionários de viações do Rio fazem manifestação por direitos atrasados

A manhã desta quinta-feira (15) no Rio de Janeiro começou tumultuada, com pelo menos cinco linhas de ônibus das viações Vila Isabel e Real fora de circulação, enquanto outras oito operavam de forma parcial. Essa situação foi provocada por uma manifestação de funcionários em frente às garagens das duas companhias, que lutam para cobrar o pagamento de benefícios que estão em atraso, como férias, 13º salário, vale-alimentação, verbas rescisórias, FGTS e INSS.

Impacto no transporte coletivo

De acordo com a Prefeitura do Rio, as autoridades municipais foram informadas logo cedo sobre a situação das viações e sua operação parcial. Em uma nota divulgada, a Prefeitura afirmou que os repasses de subsídios aos consórcios de ônibus estão em dia e que está monitorando a situação por meio do Centro Integrado de Mobilidade Urbana (CIMU).

A paralisação afetou especialmente bairros das zonas Norte, Sul, Sudoeste e a região central da cidade, causando transtornos aos cidadãos que dependem do transporte público. Entre as linhas que não circularam estão:

  • 🚌 222 – (Vila Isabel x Gamboa)
  • 🚌 432 – (Vila Isabel x Gávea)
  • 🚌 538 – (Rocinha x Leme)
  • 🚌 SV112 – (Terminal Gentileza x Gávea)
  • 🚌 439 – (Vila Isabel x Leblon)

Além das linhas que não estavam em operação, outras tiveram sua circulação afetada, com operação parcial, incluindo:

  • 🚌 163 – (Terminal Gentileza x Copacabana)
  • 🚌 309 – (Central x Terminal Alvorada)
  • 🚌 433 – (Vila Isabel x Siqueira Campos)
  • 🚌 460 – (São Cristóvão x Leblon)
  • 🚌 548 – (Metrô Botafogo x Terminal Alvorada)
  • 🚌 108 – (Jardim de Alah x Terminal Gentileza)
  • 🚌 110 – (Terminal Gentileza x Jardim de Alah)
  • 🚌 112 – (Terminal Gentileza x Gávea)

O motivo da manifestação

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a manifestação não pode ser classificada como uma greve, mas sim como uma mobilização contra as empresas que, de acordo com a entidade, estão acumulando dívidas com seus trabalhadores há meses. Sebastião José, presidente do sindicato, afirmou: “O que está acontecendo é fruto da intransigência e dos desmandos das direções das viações Vila Isabel e Real em não quitar seus passivos”. Ele detalhou que os funcionários não estão recebendo férias, 13º salários, ticket-alimentação, rescisões e outros benefícios no prazo correto.

O presidente ainda denunciou que a Viação Real está desde abril sem recolher FGTS e INSS, e mesmo estando em recuperação judicial, a empresa demitiu mais de 60 funcionários que agora aguardam suas rescisões sem previsão de recebimento. Além disso, trabalhadores ativos também estão sem perspectivas de pagamento, o que agrava ainda mais a situação para os profissionais que dependem disso para sua sobrevivência.

Tentativas de mediação sem sucesso

Ainda segundo o sindicato, as tentativas de mediação com a Viação Real, bem como com o Ministério Público do Trabalho, não surtiram efeito. A situação se transforma em um ciclo de instabilidade, onde muitos profissionais, alguns com 20, 30 e até 35 anos de serviço prestado, enfrentam constrangimentos devido à falta de recursos financeiros.

“O ato é para chamar a atenção da opinião pública, do prefeito e do Judiciário. Não é admissível que trabalhadores que prestam um serviço essencial estejam nessa situação”, enfatizou Sebastião. Ele reafirmou que o transporte coletivo se constitui um serviço de utilidade pública e que a categoria exige “respeito e dignidade” da Prefeitura, do Rio Ônibus e dos consórcios de transporte.

Nos últimos meses, as viações Real e Vila Isabel têm enfrentado uma série de episódios de paralisações devido a atrasos salariais, benefícios não pagos e falhas estruturais em suas frotas. Em dezembro, uma mobilização dos trabalhadores impactou mais de 20 linhas de ônibus, trazendo à tona a necessidade urgente de mudanças na gestão das empresas e na relação com os trabalhadores.

A situação das viações e a luta dos motoristas e demais funcionários é um reflexo das dificuldades enfrentadas em muitas áreas do serviço público no Brasil, onde os direitos trabalhistas, quando desrespeitados, podem trazer consequências graves para a população que depende desses serviços essenciais.

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