Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Operação Compliance Zero da PF envolve CEO do Banco Master

No dia 14 de dezembro, a Polícia Federal (PF) executou medidas cautelares contra Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, e outros suspeitos envolvidos em um esquema de fraudes na instituição. As ações foram parte da segunda fase da Operação Compliance Zero, que já havia solicitado autorização judicial para as diligências em outubro de 2025, um mês antes da prisão e liquidação do banco pelo Banco Central do Brasil. Apesar do pedido ter sido feito há meses, as diligências só foram autorizadas recentemente, gerando críticas e questionamentos sobre a eficiência da corporação.

Contexto das Investigações

A cronologia dos eventos revela uma complexidade na investigação, colocando em xeque as críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Ele acusou aPF de “inércia” e falta de empenho na decisão que autorizou a prisão preventiva do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, e várias buscas e apreensões. Segundo fontes, a PF já possuía informações sobre todos os envolvidos e estava monitorando suas ações há bastante tempo.

O clima de insatisfação entre os investigadores é palpável, especialmente após as declarações de Toffoli. O ministro enfatizou que outros envolvidos poderiam estar tentando desviar provas essenciais para a investigação. Apesar disso, os investigadores afirmaram que as medidas cautelares solicitadas já eram parte do planejamento minucioso da PF, que enfrenta a dificuldade de operar com diligências sob rigor legal e prazos estabelecidos.

A resposta da Polícia Federal

Pesquisas mostram que a PF havia solicitado ao STF as medidas cautelares no dia 6 de dezembro e, após a autorização de Toffoli no dia 7, deveriam ter sido cumpridas em um prazo de 24 horas. A execução, no entanto, foi postergada, levando o ministro a criticar o que considerou descumprimento dos prazos, o que poderia prejudicar a eficácia da investigação.

Os investigadores rebatem as críticas, argumentando que um dos endereços dos alvos só foi descoberto na véspera da operação e que tentativas anteriores de obter autorização judicial demoraram devido à complexidade do caso. De acordo com informações, o juiz responsável pelo caso pediu esclarecimentos antes de decidir sobre as cautelares, o que prolongou o processo.

Diligências e Resultados

Entre os alvos da operação estão Nelson Tanure, um dos investidores associados a Vorcaro e que já figurou em investigações anteriores. As evidências contra ele indicam que Tanure foi um dos responsáveis pela injeção de R$ 2,5 bilhões no Banco Master, dando espaço para indagações sobre suas reais intenções e o controle oculto sobre a instituição.

Sobre a operação de busca e apreensão, a PF ressaltou a necessidade de agir rapidamente, especialmente após informações que indicavam que Zettel poderia viajar para fora do país, dificultando a coleta de provas. A emergência da situação fez com que a PF pedisse ao STF autorização em um horário crítico, o que resultou em uma execução apressada das medidas.

Críticas e Desdobramentos

A situação gerou um frisson no meio jurídico e na imprensa, com muitos se perguntando sobre a proceduralidade das ações envolvendo o STF e a PF. Há comentários de que o caso possui desdobramentos que podem abalar ainda mais a credibilidade do sistema financeiro e a confiança pública nas instituições responsáveis pela regulação e segurança do mercado.

A PF continua a investigação em diversas frentes, coletando provas e estabelecendo os vínculos entre os suspeitos e os crimes que estão sendo apurados. O cenário atual exige uma resposta rápida e eficaz para restaurar a confiança das instituições financeiras no Brasil, um tema que continua a ser debatido no domínio público.

À medida que a Operação Compliance Zero avança, acompanhar os desdobramentos será crucial para uma compreensão profunda dos impactos em nosso sistema financeiro e nos altos escalões do poder político brasileiro.

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