Brasil, 15 de janeiro de 2026
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PF responde a Toffoli e diz que prazo atrapalharia operação contra Banco Master

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, explicou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que o não cumprimento do prazo de 24 horas para a operação contra o Banco Master ocorreu por circunstâncias operacionais, como a necessidade de atualizar endereços de investigados.

Justificativa da Polícia Federal para o atraso

Rodrigues afirmou que alguns alvos da operação estavam em deslocamento, o que exigiu diligências prévias para garantir a efetividade da ação. Segundo ele, essas limitações foram comunicadas ao ministro, pessoalmente, por ligações e mensagens, além de uma comunicação direta feita em seu gabinete.

Impacto da decisão de Toffoli na investigação

Ao contestar a ordem de Toffoli, que determinou o lacramento de bens e dispositivos apreendidos na operação, Rodrigues alertou que tal medida prejudicaria as investigações, especialmente pelo risco de ocorrerem bloqueios automáticos de dados por criptografia ou mecanismos de autodestruição de informações em aparelhos celulares apreendidos.

Repercussões do atraso

Na decisão, o ministro criticou uma suposta “inércia” e “falta de empenho” da Polícia Federal na investigação, após a corporação descumprir o prazo estabelecido na semana passada, que era de 24 horas para o cumprimento das medidas cautelares autorizadas por Toffoli.

Resposta da Polícia Federal e argumentos técnicos

Andrei Rodrigues ressaltou que a operação precisava de diligências adicionais, incluindo inspeções em deslocamento, o que justificou o atraso. Ele também informou que a PF já havia comunicado essas dificuldades ao STF anteriormente. A decisão de Toffoli de manter os bens lacrados foi reconsiderada após manifestação do procurador-geral da República.

Perspectivas futuras

Segundo Rodrigues, a prioridade da Polícia Federal é garantir a integridade das investigações e o acesso ao material apreendido, especialmente em casos de aparelhos com criptografia avançada. A resposta reforça o debate sobre o cumprimento de prazos em operações de alta complexidade e a necessidade de procedimentos que assegurem a eficácia das apurações.

Para mais detalhes, consulte a matéria completa no Globo.

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