No fim de dezembro de 2025, a Grande São Paulo enfrentou um apagão que impactou milhares de residências. Após o evento, a Enel, companhia responsável pela distribuição de energia, divulgou um laudo que afirmava que apenas 9 das 145 árvores que caíram estavam em risco. Contudo, essa informação foi considerada errônea e gerou polêmica, levando a uma correção feita pela própria empresa.
O que aconteceu durante o apagão
O apagão de dezembro de 2025 deixou muitas regiões da Grande São Paulo sem energia, resultando em transtornos significativos para a população. Com o aumento das oscilações de energia, a queda das árvores foi um dos principais fatores que contribuíram para a interrupção no fornecimento. Agora, é essencial entender por que a Enel lançou um laudo que indicava que apenas uma fração dessas árvores estava em risco.
Correção da informação pela Enel
O g1 reportou a situação de maneira equivocada, afirmando que o laudo emitido pela Enel realmente apontava que apenas 9 das 145 árvores estavam em risco. A retificação foi divulgada às 21h40 do dia 14 de janeiro de 2026, corrigindo a interpretação inicial e esclarecendo que a análise das árvores fiz parte de um projeto-piloto que visa prevenir possíveis problemas na rede elétrica.
O projeto-piloto da Enel
O projeto-piloto é uma iniciativa da Enel em colaboração com as prefeituras dos municípios da área de concessão e busca identificar potenciais riscos relacionados às árvores que possam impactar a rede elétrica. A ideia é antecipar problemas, evitando apagões e garantindo maior segurança para a população. Com o laudo, a intenção era mostrar que a empresa está atenta às questões de segurança, mas a comunicação inicial falhou em transmitir a gravidade da situação.
Impacto na população e nos serviços urbanos
O apagão afetou diretamente a rotina da população paulistana. Com as ruas escuras, os serviços de emergência e de atendimento à saúde ficaram sobrecarregados, aumentando a preocupação com a segurança pública. Além disso, muitos comerciantes tiveram prejuízos, o que se reflete em um cenário econômico já abalado.
Esse episódio evidencia a importância de uma comunicação clara e precisa entre as empresas fornecedoras de serviços e a população. A falta de clareza e a disseminação de informações erradas podem levar a desconfiança e a uma percepção negativa sobre os serviços prestados.
Próximos passos para os munícipes e a Enel
Após a correção dos dados, a expectativa agora é que a Enel siga com o projeto de monitoramento das árvores e a comunidade esteja mais atenta em relação ao estado das árvores em áreas de risco. A força tarefa entre a empresa e as prefeituras é crucial, não apenas para manutenção da rede elétrica, mas também para garantir a segurança da população.
Além disso, haverá um aumento na demanda por informações mais detalhadas e serviços de poda e manutenção das árvores dentro das áreas urbanas. A Enel deve se empenhar em esclarecer sua comunicação e adotar uma postura proativa na gestão de informações, para evitar futuros mal-entendidos que possam comprometer a confiança dos cidadãos na sua operadora elétrica.
Conclusão: a importância da transparência
A transparência nas comunicações da Enel após o apagão de dezembro é um aspecto fundamental para restaurar a confiança dos consumidores. Ao corrigir informações sobre o risco das árvores, a empresa não apenas assume a responsabilidade, mas também reafirma seu compromisso com a segurança e bem-estar da população. A interação eficaz com a comunidade e a disposição para corrigir falhas são essenciais para garantir que problemas semelhantes sejam evitados no futuro.


