A plataforma X, de Elon Musk, anunciou nesta quinta-feira (14) a implementação de novas medidas para impedir que seu chatbot de inteligência artificial, Grok, realize edições de imagens sexualizadas de pessoas reais. A iniciativa visa responder às críticas globais sobre o uso indevido da tecnologia, além de lidar com investigações em diversos países.
X adota restrições contra edições de IA sexualizadas
De acordo com a equipe de segurança da X, tecnologias foram desenvolvidas para bloquear a edição de figuras em roupas reveladoras, como biquínis, especialmente na manipulação de imagens de mulheres e crianças. A medida é uma resposta às preocupações de grupos defensores dos direitos das mulheres e da proteção de menores na internet.
“Nosso objetivo é garantir um ambiente mais seguro e responsável para todos os usuários”, afirmou a equipe de segurança da plataforma. Segundo especialistas, a ação reflete uma tentativa de mitigar os riscos associados ao uso da inteligência artificial na criação de conteúdo potencialmente prejudicial.
Pressão internacional e investigações
A plataforma enfrenta investigações em vários países, incluindo Estados Unidos e União Europeia, por possíveis violações de regulamentações sobre privacidade e proteção de menores. Autoridades têm alertado sobre o potencial de uso abusivo dessas tecnologias para criar conteúdo pornográfico infantil ou manipular imagens de forma prejudicial.
Segundo analistas de tecnologia, a iniciativa de X representa uma tentativa de reconquistar a confiança do público e autoridades, além de alinhar suas práticas às normativas internacionais sobre uso de IA ética e segura.
Perspectivas futuras e desafios
A equipe de segurança da X afirmou que seguirá aprimorando suas tecnologias para evitar novas formas de manipulação de imagens por IA. Especialistas destacam que, apesar das restrições, o avanço da inteligência artificial continua apresentando desafios complexos para reguladores e empresas do setor.
Para o futuro, a plataforma deve ampliar os recursos de controle, além de colaborar com organizações de direitos digitais para monitorar o uso responsável da tecnologia. A expectativa é que essas ações influenciem outras empresas do setor a reforçar suas medidas de segurança.
Leia mais sobre as ações do setor de tecnologia na notícia no O Globo.


