Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Mais de 4.800 cristãos assassinados no mundo entre 2024 e 2025, aponta relatório

De acordo com o Relatório Mundial de Perseguição 2026, 4.849 cristãos foram mortos por sua fé em todo o planeta entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, um aumento de 373 mortes em relação ao período anterior.

Brasil e a situação global da perseguição cristã

O documento detalha que a maior parte dessas mortes ocorreu na Nigéria, responsável por 3.490 homicídios (72%), representando um crescimento comparado às 3.100 registradas no ano anterior. Especialistas atribuem o aumento à conjunção de militância extremista, tensões étnico-religiosas, crime organizado e fragilidade institucional no país.

Casos de violência e perseguição na Nigéria

Em junho de 2025, um ataque a uma comunidade agrícola cristã no estado de Benue resultou na morte de 258 pessoas, na maioria mulheres e crianças. A violência continua, alimentada por conflitos entre grupos extremistas e grupos étnico-religiosos, agravada pelo colapso da segurança pública.

Regiões mais afetadas e panorama internacional

Sub-Saarã, África, permanece como a região mais violenta, com países como Sudão, Nigéria e Mali apresentando as maiores taxas de ataque e discriminação contra cristãos. O relatório destaca ainda que a perseguição religiosa aumentou ao longo de 33 anos, atingindo mais de 388 milhões de fiéis atualmente — um em cada sete cristãos no mundo.

Notavelmente, 315 milhões de cristãos nos 50 países mais hostis enfrentam níveis de perseguição considerados “muito altos ou extremos”. Além da violência física, a repressão se manifesta pelo fechamento de igrejas, censura e regulações restritivas. Na Argélia, por exemplo, todas as igrejas protestantes continuam fechadas, e mais de 75% dos cristãos perderam contato com suas comunidades de fé.

Conflitos e aumento da vulnerabilidade em países em crise

O levantamento aponta que, entre os 50 países estudados, 34 registraram aumento na perseguição. A Síria aparece como um dos casos mais graves, após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024. A saída do controle estatal fortaleceu grupos armados e militantes jihadistas, elevando o risco de ataques e violações.

Durante o período, houve ataques a igrejas, fechamento de escolas cristãs, profanações de cemitérios e o assassinato de ao menos 27 cristãos por motivos religiosos, números que antes não eram registrados na mesma escala.

Impacto na mulher e na criança

Dados do levantamento indicam que o número de cristãos vítimas de violência sexual ou casamentos forçados cresceu 32%, afetando principalmente mulheres e meninas. A organização alerta que esses números podem ser ainda maiores, devido à subnotificação desses crimes.

Razões para o aumento da perseguição

O relatório evidencia que a falta de segurança garantida pelos governos, a corrupção estrutural e a ausência de Estado de Direito favorecem grupos extremistas em países como Burkina Faso, Mali, República Democrática do Congo, Somália e Moçambique. Segundo a organização, esses fatores criam um vácuo de poder que aumenta a vulnerabilidade dos fiéis.

Esta reportagem foi originalmente publicada pela ACI Prensa, parceira de notícias em espanhol da CNA. A tradução e adaptação foram feitas pela CNA.

Para mais informações, acesse a fonte completa do relatório.

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