No cenário político atual, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ganhou destaque ao divulgar uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação ou transferência de sigilo aprovados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Essa ação ocorreu após o pastor Silas Malafaia lançar um “desafio” público à parlamentar, exigindo esclarecimentos sobre suas acusações que associariam grandes instituições religiosas a fraudes contra aposentados.
A revelação de Damares Alves sobre a CPMI do INSS
Em uma nota publicada em suas redes sociais, Damares Alves afirmou que é a autora do requerimento que levou à criação da CPMI do INSS, instalada em 2025, e tem atuado como membro titular desde o início dos trabalhos. “As informações mencionadas são públicas e constam em requerimentos apresentados e aprovados pela Comissão, amplamente divulgados e acessíveis à sociedade”, escreveu a senadora.
Na lista divulgada, a senadora incluiu uma série de requerimentos que surgiram ao longo das investigações, todos baseados em indícios concretos extraídos de documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e informações da Receita Federal. Entre as instituições mencionadas, destacam-se a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo e o Ministério Deus é Fiel Church.
Convocações de líderes religiosos
Dentre os requerimentos, Damares também destacou pedidos de convocação ou convite para depoimento de líderes religiosos como André Machado Valadão e César Bellucci do Nascimento. Além disso, envolvem pedidos de quebra de sigilo em relação a Valadão.
A senadora expressou que a participação de igrejas em fraudes no INSS é uma fonte de “profundo desconforto e tristeza”, mas destacou que a CPMI possui o dever constitucional de investigar os fatos “com responsabilidade, imparcialidade e base documental”.
A tensão na situação se intensificou quando Silas Malafaia reagiu nas redes sociais, prometendo uma resposta em vídeo às alegações de Damares, que afirmaram que a comissão encontrou provas sobre a ligação de “grandes igrejas” e “grandes pastores” com fraudes no sistema previdenciário.
A CPMI do INSS e suas investigações
A CPMI do INSS busca investigar um esquema nacional de fraudes relacionado a descontos e empréstimos consignados indevidos que afetam aposentados e pensionistas. De acordo com os membros da comissão, milhares de documentos já foram analisados até o momento, e há pedidos em andamento para a suspensão de milhões de contratos considerados suspeitos. Os trabalhos têm previsão de término em março, com possibilidade de prorrogação.
Malafaia critica acusações generalizadas
A nota de Damares gerou nova onda de críticas por parte de Silas Malafaia. Ele acusou a senadora de fazer generalizações infundadas ao mencionar “grandes igrejas” e “líderes renomados” sem apresentar nomes concretos durante suas declarações.
Segundo Malafaia, a lista publicada por Damares inclui apenas um líder de projeção nacional, cujo nome já havia sido divulgado anteriormente, e igrejas que, em sua avaliação, não se qualificam como grandes denominações. “A acusação foi leviana e denigre de maneira geral a Igreja Evangélica”, desabafou o pastor.
Além disso, Malafaia também lançou um vídeo crítico em resposta à senadora, reiterando suas acusações e exigindo uma posição mais clara sobre as declarações feitas.
O desfecho dessa polêmica
A desaceleração dessas investigações e as tensões entre Damares Alves e Silas Malafaia revelam um aspecto interessante do entrelaçamento entre religião e política no Brasil. A pressão pública e as reações nas redes sociais demonstram como a imagem das igrejas e seus líderes pode ser impactada por escândalos e investigações, mostrando a necessidade contínua de transparência e responsabilidade.
Esta história está longe de chegar ao fim, e a CPMI do INSS continua a fazer ondas no cenário político. A comunidade evangélica observa atentamente, já que o papel das igrejas e seus líderes pode ser redefinido dependendo do resultado dessas investigações.




