Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Governo federal entrega 40 Smart TVs para sessões de cinema nas penitenciárias

O governo federal brasileiro anunciou um projeto inovador que proporcionará acesso a sessões de cinema para os presos das penitenciárias federais de segurança máxima. Serão disponibilizadas 40 Smart TVs através do projeto denominado ReintegraCINE, com o objetivo de promover a reintegração social dos condenados. A medida, divulgada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), se torna um marco na abordagem à ressocialização de pessoas privadas de liberdade no país.

O que é o projeto ReintegraCINE?

De acordo com a Senappen, o projeto ReintegraCINE surge como uma modernização de uma atividade já existente, anteriormente oferecida nas penitenciárias através do programa Cinemateca. Antes, as exibições eram realizadas utilizando mídias físicas, como DVDs e VHS, que se tornaram obsoletas. O novo programa visa fornecer um ambiente cultural enriquecedor, promovendo o acesso a filmes de maneira mais eficiente e contemporânea.

Funcionamento e restrições

Embora as Smart TVs sejam uma adição incremental, é importante notar que os presos não terão acesso direto aos aparelhos, nem à internet. Os televisores serão configurados previamente com rigorosas restrições técnicas, seguindo protocolos estabelecidos pelo Sistema Penitenciário Federal. A programação dos conteúdos exibidos será selecionada pela Divisão de Reabilitação das Penitenciárias Federais, que considerará critérios éticos e pedagógicos. Antes de serem exibidos, os filmes passarão por uma análise de segurança a ser feita pela Divisão de Segurança e Disciplina, garantindo que a programação mantenha a integridade do ambiente prisional.

Contexto e repercussão

A iniciativa ocorre em um contexto onde a discussão sobre os direitos dos presos e a necessidade de programas de reintegração social está em pauta. Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização para ter acesso a uma televisão enquanto cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Esse pedido foi um dos três requerimentos apresentados por sua defesa, que inclui também um programa de remição de pena pela leitura e assistência religiosa.

Segundo a defesa de Bolsonaro, a intenção é que a TV disponibilize programas jornalísticos e acessos a conteúdos em plataformas como YouTube, ampliando assim o leque de informações disponíveis para os detentos.

Impacto social e outros projetos

A medida do governo não é um caso isolado. Estabelecimentos prisionais em vários estados brasileiros têm investido em iniciativas semelhantes, criando espaços para exibições audiovisuais e outras atividades culturais dirigidas à reintegração dos presos à sociedade. Essas ações estão alinhadas com as diretrizes estabelecidas pela Lei de Execução Penal, que visa garantir direitos e promover o bem-estar dos detentos.

O Senappen enfatizou que todas essas iniciativas buscam não apenas o entretenimento, mas também o desenvolvimento educacional e cultural dos presos. O projeto ReintegraCINE é um passo nesse sentido, representando uma tentativa de humanizar e melhorar as condições de vida dentro das penitenciárias.

Próximos passos e expectativas

Com uma previsão para a entrega e configuração total dos equipamentos até fevereiro de 2026, a expectativa é que o projeto traz impactos positivos na vida dos encarcerados, proporcionando momentos de descontração e reflexão por meio do cinema. A participação dos presos nas sessões será regulamentada por critérios rigorosos, garantindo que a atividade seja aproveitada de forma segura e controlada.

O governo federal espera que o projeto ReintegraCINE contribua para a redução da reincidência criminal, oferecendo aos detentos não apenas entretenimento, mas também uma nova perspectiva de vida quando deixarem o sistema prisional.

Essa iniciativa é mais um passo importante em uma abordagem que visa transformar o sistema prisional brasileiro, buscando uma efetiva reintegração e humanização do tratamento dos que estão privados de liberdade.

As autoridades continuarão acompanhando o andamento do projeto, com a expectativa de que se torne um modelo a ser seguido por outros estados e países, promovendo uma reflexão sobre o papel da cultura e da educação no sistema prisional.

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