O papa Leo XIV recomendou nesta quarta-feira (14) que os cristãos reservem tempo diário para falar com Deus em oração. Durante a audiência geral no Vaticano, ele alertou sobre os riscos de negligenciar essa prática, que é fundamental para a vida espiritual.
A importância da escuta e do diálogo com Deus
Na segunda semana de suas reflexões sobre os documentos do Concílio Vaticano II, Leo XIV destacou o documento “Dei Verbum”, que trata da revelação divina. Ele ressaltou que ouvir e dialogar com Deus são pilares da vida cristã.
“A primeira atitude que devemos cultivar é a escuta, para que a Palavra de Deus penetre em nossas mentes e corações; ao mesmo tempo, devemos falar com Deus, não para informar-lhe algo que já sabe, mas para revelar a nós mesmos”, afirmou o papa.
O relacionamento de amizade com Deus
O pontífice comparou a relação com Deus à amizade, frisando que ela pode se romper por atos de negligência. “Se Jesus nos chama a ser amigos, não podemos deixar essa convocação sem resposta. Devemos acolhê-la, cuidar dessa relação, e descobriremos que a amizade com Deus é nossa salvação”, enfatizou Leo XIV.
Ele destacou que esse relacionamento vivo com Deus é cultivado principalmente através da oração, que deve ocorrer tanto na liturgia quanto de forma pessoal, no interior do coração e da mente.
‘Só falando com Deus, podemos falar dele’
O papa Leo XIV reforçou que somente uma relação pessoal com Deus permite testemunhar a fé de forma genuína. “Só quando falamos com Deus podemos também falar dele”, disse.
Referindo-se ao “Dei Verbum”, publicado por São Paulo VI em 1965, ele explicou que a revelação cristã é uma diálogo vivo e pessoal entre Deus e as pessoas. Nesse diálogo, Deus revela-se como um amigo que convida cada indivíduo a uma relação verdadeira.
Leo XIV também distinguiu entre “palavras” e “conversa fiada”, ressaltando que a comunicação autêntica não se limita a trocas superficiais, mas revela quem somos e fortalece vínculos profundos.
Este artigo foi publicado originalmente pela ACI Prensa, parceira de notícias em espanhol da CNA, e foi traduzido e adaptado pela CNA.

