Brasil, 14 de janeiro de 2026
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Homem se entrega à polícia em Araguaína após fuga de tornozeleira

No último dia 6, em Araguaína, Tocantins, um homem identificado como Pablo Maia dos Reis, de 35 anos, decidiu se apresentar à polícia temendo por sua segurança. A situação inusitada ocorreu após ele, que estava em fuga desde setembro de 2025, receber ameaças de membros de uma facção criminosa. O mais surpreendente é que, apesar de usar uma tornozeleira eletrônica, Pablo não estava cumprindo a pena a que foi condenado, e, para evitar retaliações, ligou para a Polícia Militar (PM) pedindo para ser preso.

Fuga e entrega à polícia

Pablo Maia dos Reis fugiu da Justiça de Goiás, onde havia sido condenado a um ano e 10 meses de prisão por lesão corporal. Após a fuga, uma decisão judicial determinou a suspensão do regime semiaberto em que ele estava e a revogação do uso da tornozeleira eletrônica, o que o levou a viver sob a constante ameaça de facções criminosas.

A PM foi acionada após Pablo fazer uma ligação pedindo ajuda. Ele alegou estar sendo falsamente acusado de crimes de estupro e insinuou que sua vida estava em risco. Os militares responderam prontamente e, ao chegarem ao local indicado, confirmaram a existência de um mandado de prisão em seu nome, que havia sido expedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Goiânia (TJGO).

Decisões judiciais e consequências da fuga

A juíza Wanessa Rezende Fuso Brom, que analisou o caso, determinou que o tempo de cumprimento da pena de Pablo fosse interrompido a partir da data de sua fuga. Além disso, ficou decidido que ele não poderia obter progressão de regime ou liberdade condicional, uma vez que os requisitos legais não foram atendidos. Essa decisão foi pautada pelo fato de ele não ter se apresentado à Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, onde deveria retomar o cumprimento da pena.

A captura de Pablo ilustra a ineficácia do sistema de monitoramento por tornozeleira eletrônica, visto que ele conseguiu fugir mesmo sob a supervisão desse dispositivo. O caso levantou questionamentos sobre a segurança das medidas de monitoramento e o controle de foragidos pela Justiça.

Motivos da entrega

Pablo relatou aos policiais que decidiu se entregar por medo da violência que poderia sofrer. O cenário de ameaças por parte de facções e a pressão por parte de outros criminosos o levaram a acreditar que, ao se entregar, teria maior segurança. É importante destacar que as organizações criminosas têm crescido em poder e influência, gerando um ambiente de medo que força pessoas como Pablo a tomarem decisões drásticas.

Permanência no sistema prisional

Após o cumprimento das formalidades legais, Pablo foi encaminhado ao Sistema Prisional do Tocantins, onde permanece à disposição da Justiça de Goiás. A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins confirmou todas as informações relacionadas ao caso e a condenação do foragido.

O caso repercutiu amplamente nas redes sociais e na mídia, levantando dúvidas sobre o sistema penal brasileiro e os desafios enfrentados na reintegração de ex-detentos à sociedade, especialmente em um contexto onde a violência é uma realidade constante.

A história de Pablo Maia dos Reis revela não apenas as falhas no sistema penitenciário, mas também a realidade sombria enfrentada por muitos homens e mulheres envolvidos com o crime. Com a escalada da violência das facções criminosas, cada vez mais pessoas se veem empurradas a situações extremas, colocando em xeque não apenas a segurança individual, mas toda a estrutura do sistema de justiça brasileiro.

A sociedade agora se questiona: como garantir a segurança de quem tenta mudar sua vida e, ao mesmo tempo, como efetivar um sistema de justiça que coíba a atuação de facções criminosas? Este dilema continua sem resposta clara, enquanto novos casos e situações dramáticas surgem a cada dia.

Leia mais sobre o caso no g1 Tocantins.

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