No Alto Tietê, a busca por independência financeira tem levado um número crescente de pessoas a se tornarem empreendedores. As motivações são variadas: desde a flexibilidade de horários até a necessidade de complementação de renda. O cenário empreendedorial na região revela um aumento significativo no número de microempreendedores individuais e microempresas, mostrando que o espírito empreendedor está em alta entre a população.
O crescimento do empreendedorismo na região
Dados do Sincomércio apontam um aumento notável no registro de microempreendedores individuais (MEIs) em Mogi das Cruzes, com 44 novos MEIs cadastrados apenas em agosto de 2025. Além disso, o mesmo mês sancionou a abertura de 1.285 microempresas, comprovando a crescente adesão ao empreendedorismo na região.
Cláudio Leopoldo, professor do Centro Universitário Braz Cubas e especialista em Desenvolvimento de Negócios e Inovação, destaca que a motivação financeira é um dos principais atrativos. “As pessoas estão em busca de ganhos financeiros maiores e de uma possibilidade de diversificação que traz mais segurança”, afirma. Leopoldo salientou também a importância do empreendedorismo na inclusão social, permitindo que grupos méritos, como mulheres e jovens de baixa renda, possam elevar sua autoestima e renda.
Oportunidade para todas as idades
O empreendedorismo também oferece oportunidades para pessoas mais velhas que buscam permanecer ativas no mercado de trabalho. “O envelhecimento traz desafios, e muitos optam por empreender não só por vontade, mas por necessidade”, observa Leopoldo.
Exemplos de jovens empreendedores se destacam na região. Jaquiely Silva, de 20 anos, sempre esteve envolvida com o empreendedorismo, graças ao exemplo dos pais, que também possuem negócios. Ao criar sua marca de produtos à base de bolo de cenoura, Jaquiely demonstra que o caminho não é fácil, mas vale a pena. “O lado negativo de ser empreendedora é a alta responsabilidade e carga de trabalho intensa, mas a autonomia e liberdade criativa compensam”, afirma.
Cursos e estímulos para jovens empreendedores
Professor Djailson da Silva, que leciona empreendedorismo em uma escola particular, percebe que muitos jovens têm interesse em empreender. “Através de dinâmicas em sala, conseguimos despertar o espírito empreendedor deles”, afirma. Ele acredita que o ensino de empreendedorismo nas escolas ajudaria jovens a entender mais sobre dinheiro, mercado e gestão, ampliando suas perspectivas.
Caminhos e Desafios do Empreendedorismo
Para aqueles que têm um espírito empreendedor, o caminho pode ser desafiador, mas repleto de oportunidades. Luiz Henrique Martins Barbosa, que começou vendendo paçoca, transformou sua experiência em aprendizado e hoje opera uma agência de viagens. Ele ressalta que a disciplina e o entendimento das necessidades do cliente são essenciais para o sucesso no empreendedorismo.
Angela dos Santos Diniz, 48 anos, iniciou um negócio de confeitaria e panificação artesanal em casa, destacando a importância de organização e comprometimento para alcançar resultados. “Aprendi a não desistir diante das dificuldades e a ser paciente”, relata Angela, que vê o empreendedorismo como uma chance de realizar seus objetivos financeiros e profissionais.
Futuro do Empreendedorismo no Alto Tietê
A tendência do empreendedorismo deve continuar a crescer, principalmente entre os jovens, que veem nesse caminho uma forma de autonomia e realização pessoal. Com a pressão do mercado de trabalho e o desejo de liberdade, muitos preferem iniciar seu próprio negócio.
Em conclusão, o empreendedorismo no Alto Tietê se revela como uma alternativa viável para muitos, criando uma comunidade de empreendedores diversificada e resiliente. Com iniciativas educativas e o apoio de especialistas, as próximas gerações têm tudo para continuar essa trajetória de sucesso e inovação.


