Brasil, 14 de janeiro de 2026
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EUA enfrentam crise habitacional enquanto Trump promete acelerar reformas

ECONOMIA

Nos Estados Unidos, a busca por soluções para a acessibilidade na habitação se intensifica, com Trump prometendo ações rápidas em meio a preços elevados e dificuldades para famílias.

Trump promete ações para abaixar custos de moradia

O presidente Donald Trump anunciou no mês passado um plano considerado um dos mais “agressivos” da história para tentar diminuir os custos da habitação, incluindo redução de taxas hipotecárias e incentivos fiscais. Apesar do esforço, preços elevados de casas, aluguéis e taxas de hipoteca continuam pressionando os bolsos dos americanos, mostrando a complexidade do problema.

Medidas em revisão para ampliar acesso à casa própria

Reunidos por diversas vezes nos últimos dias, assessores de Trump discutiram maneiras de facilitar a compra e venda de imóveis, como ampliar a construção de moradias, diminuir impostos sobre vendas de imóveis e permitir que famílias usem recursos destinados à educação ou aposentadoria para dar entrada na casa própria.

Segundo fontes anônimas, o governo avalia ainda bloquear investimentos de grandes companhias, como a Blackstone, em casas unifamiliares, enquanto tenta incentivar a compra através de operações do Fannie Mae e Freddie Mac, que terão até US$ 200 bilhões em títulos hipotecários comprados pelo governo.

Pressões políticas e obstáculos internos

Por outro lado, há uma divisão de opiniões dentro do próprio Executivo. Alguns membros defendem que os altos custos de moradia são um problema principalmente dos estados governados por democratas, afastando a responsabilidade do âmbito federal.

Apesar de suas propostas, Trump enfrenta dificuldades políticas, já que muitas medidas requerem aprovação do Congresso, que se encontra bastante dividido. Além disso, sua ofensiva contra o Federal Reserve — incluindo investigações criminais e ataques diretos — reacende debates sobre a autonomia do banco central, que é vista como fundamental por economistas.

Conflito com o Federal Reserve e impacto na economia

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou repetidamente o atual presidente do Fed, Jerome Powell, de ser responsável pelos altos custos de hipotecas, atribuindo a ele a dificuldade dos americanosem obter crédito mais barato. Trump também manifestou o desejo de nomear um sucessor que seja mais favorável à redução das taxas de juros, uma estratégia para estimular o mercado imobiliário.

No entanto, Powell revelou que o governo Trump abriu uma investigação criminal contra ele e o banco central, uma ação sem precedentes que gerou forte solidariedade à independência do Fed entre economistas e legisladores, dificultando o plano de Trump de influenciar diretamente a política monetária.

Crise de moradia se amplia e afeta famílias americanas

Dados recentes indicam que os preços de casas dispararam quase 55% desde o início da pandemia, enquanto os aluguéis subiram mais de 35%, causando forte impacto na renda de famílias que gastam cerca de um terço do orçamento com moradia. Essa situação aumenta o risco de insatisfação, perda de apoio político e maior instabilidade econômica.

Especialistas alertam que sem uma expansão significativa na construção de novas unidades habitacionais, os preços continuarão elevados. Segundo o Goldman Sachs, o déficit habitacional nos EUA chega a cerca de 3 a 4 milhões de moradias, o que reforça a necessidade de ações efetivas e de longo prazo para solucionar a crise.

Perspectivas e desafios futuros

Apesar dos anúncios de Trump, o cenário permanece complicado: as ações podem levar anos para produzir efeitos palpáveis, e oscilações na política do Fed e na economia geral podem influenciar os custos de empréstimos e o mercado imobiliário. Analistas destacam que, para realmente resolver a crise, o governo precisará pensar em uma estratégia mais abrangente, focando na ampliação da oferta de moradias.

Trump pretende divulgar detalhes completos de suas propostas em um discurso para a elite econômica em Davos, na Suíça, previsto ainda neste mês. Até lá, o governo busca equilibrar ações emergenciais com os obstáculos políticos e econômicos enfrentados pelo país.

Para entender o impacto das ações de Trump na moradia americana, acesse a análise completa em o Globo.

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