O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encontrou uma nova rotina enquanto cumpre pena, e ela envolve a programação da televisão aberta. Apesar de possuir uma televisão em sua cela na Sala de Estado-Maior, Bolsonaro se vê limitado a canais como a Rede Globo e o SBT, uma mudança significativa se comparado ao acesso ao streaming que muitos têm em casa. Ao longo dos últimos dias, surgiram informações sobre como ele está lidando com essa nova fase de sua vida e que programas ele tem acompanhado.
O impacto das restrições na vida de Bolsonaro
Bolsonaro, que até a sua prisão tinha uma presença marcante nas redes sociais, agora enfrenta uma realidade restritiva. A impossibilidade de acessar plataformas de streaming como Netflix ou Amazon Prime Video, que oferecem conteúdo sob demanda, representa um desafio. Em vez de maratonas de séries ou documentários, ele se volta para a programação tradicional, que muitas vezes não corresponde ao seu gosto pessoal.
Na televisão aberta, Bolsonaro pode assistir a um mix de entretenimento, noticiários e novelas, opções que não têm a mesma flexibilidade que ele estava acostumado. Essa mudança traz uma nova dinâmica para seu cotidiano, forçando-o a se adaptar ao que está disponível em horários fixos. Analistas sugerem que essa situação pode impactar sua forma de se comunicar com o público e a sua estratégia política futura, uma vez que a mídia tradicional tem seu próprio viés.
O que está em pauta na TV aberta?
A programação que Bolsonaro está consumindo inclui noticiários e programas de entretenimento nas emissoras mais populares do Brasil. A Globo, por exemplo, apresenta uma ampla gama de atrações, desde o Jornal Nacional até a novela das nove. Essa variedade pode oferecer ao ex-presidente uma visão ampla do sentimento da população e das principais pautas do dia, embora não seja a forma mais interativa de engajamento.
Além da Globo, o SBT também disponibiliza opções que vão desde reality shows a programas de auditório. Esses formatos estimulam uma interação com o público, que é algo que Bolsonaro pode se beneficiar ao entender melhor os interesses e preocupações do povo brasileiro. Em sua prisão, o ex-presidente pode até se sentir isolado, mas a televisão, um dos principais meios de comunicação do país, pode ajudar a diminuir essa distância.
A relação de Bolsonaro com a mídia
Historicamente, a relação de Bolsonaro com a mídia tem sido conturbada. Ele frequentemente criticou jornalistas e veículos de comunicação, rotulando-os como “fake news” quando as reportagens não alinhavam-se com sua visão. No entanto, agora, com sua liberdade restringida, ele pode precisar reconsiderar sua abordagem na forma como se envolve com a mídia tradicional. Assistir à TV aberta pode oferecer insights valiosos, mas também expõe Bolsonaro a opiniões divergentes, algo que ele sempre evitou.
Consequências para sua imagem política
Enquanto isso, a imagem pública de Bolsonaro pode ser moldada por essa nova fase de sua vida. Ele já é uma figura polarizadora, e suas reações ao conteúdo que consome podem ser analisadas e interpretadas por seus apoiadores e críticos. Como um ex-presidente, a forma como ele lida com a mídia e a televisão será observada de perto e poderá afetar sua imagem a longo prazo.
Por fim, a falta de acesso ao streaming e a necessidade de se contentar com a TV aberta pode não ser apenas uma questão de entretenimento, mas sim uma experiência formativa que poderá afetar sua comunicação política e estratégias futuras. A televisão, ao invés de ser um mero passatempo, pode se tornar uma ferramenta importante para o ex-presidente, enquanto ele busca formas de se reintegrar à vida pública.
Neste momento, a televisão aberta serve como seu único canal com o mundo exterior, uma adaptação significativa para alguém que sempre fez uso das redes sociais como um meio de se conectar com seus seguidores.


