Brasil, 14 de janeiro de 2026
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2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, aponta relatório europeu

De acordo com um novo relatório do Copernicus, serviço europeu de monitoramento do clima, 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, intensificando preocupações sobre o avanço das mudanças climáticas. O período reforça que a tendência de aquecimento global continua acelerada, com impactos cada vez mais evidentes no planeta.

Dados preocupantes e tendência de aquecimento

O relatório destaca que as últimas 11 décadas foram as mais quentes da história, com 2024 permanecendo como o ano mais quente até agora, marcando a primeira vez que as temperaturas globais médias ultrapassaram brevemente 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. “É um marco que ninguém deseja ver”, afirmou Mauro Facchini, chefe de Observação da Terra no Ministério da Defesa e Espaço da União Europeia.

Especialistas alertam que, com o ritmo atual de aquecimento, o mundo provavelmente ultrapassará o limite de 1,5°C antes do previsto, potencialmente já até o final desta década. Esta previsão indica uma aceleração na trajetória de mudanças climáticas, tornando futuras ações de mitigação ainda mais urgentes.

Impactos globais e eventos extremos em 2025

Apesar das condições de La Niña, que geralmente reduzem temporariamente as temperaturas globais, o ano de 2025 manteve recordes de calor. Janeiro foi o mês mais quente já registrado, e diversas regiões do planeta experimentaram temperaturas anuais inéditas, como na Antártida e no Ártico, onde as temperaturas atingiram seus segundos níveis mais elevados.

Regiões do Pacífico, Atlântico e partes da Europa também enfrentaram recordes de temperaturas anuais. Meio milhão de áreas terrestres tiveram dias consecutivos de ondas de calor intensas, com sensação térmica acima de 32°C. Além disso, o recuo do gelo marinho, especialmente nas regiões polares, atingiu mínimos históricos desde o início das observações por satélite na década de 1970.

Consequências e eventos climáticos extremos

O relatório reforça a relação direta entre as mudanças climáticas e eventos extremos. Países como Turquia, Japão e Espanha enfrentaram recordes de calor extremo no verão passado. Entre as consequências mais trágicas, estão cerca de 440 mortes atribuídas aos incêndios em Los Angeles em janeiro, além de mais de 1.750 vítimas em enchentes e deslizamentos na Ásia Sudeste em dezembro.

Fortalecimento de eventos climáticos extremos

2025 foi o segundo ano consecutivo com a formação de três tempestades categoria 5 no Atlântico, outro indicativo do aumento na frequência de fenômenos climáticos intensos. Cientistas ressaltam que as mudanças no clima tornam desastres como incêndios, ondas de calor, furacões e inundações mais frequentes e severos, agravando ainda mais os desafios globais.

Perspectivas futuras e a urgência de ações

O relatório da Copernicus reforça que a crise do clima está em andamento e exige respostas rápidas. Como pontuou Mauro Facchini, monitorar as mudanças é fundamental para planejar um futuro mais resistente às mudanças ambientais. Ainda que as condições atuais de La Niña tenham atenuado temporariamente algumas temperaturas, o cenário geral indica que o planeta está se aproximando de limites críticos.

Especialistas alertam que as ações globais de redução de emissões precisam ser intensificadas para evitar os piores efeitos do aquecimento. Como a situação de 2025 demonstra, o tempo para agir está se esgotando, e a crise climática exige uma resposta coordenada e urgente de governos, empresas e cidadãos ao redor do mundo.

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