O Banco de Brasília (BRB) informou nesta sexta-feira (13) que está em andamento a apuração de possíveis prejuízos decorrentes da compra de carteiras do Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central em novembro. A análise está sendo conduzida pelo BC e por uma auditoria independente do escritório Machado e Meyer, com apoio técnico da consultoria internacional Kroll.
Prejuízos e plano de reestruturação
Segundo o BRB, caso seja confirmada a existência de prejuízos, o banco já dispõe de um plano de capital estruturado para recompô-los. Entre as alternativas, está um aporte direto do controlador, o governo do Distrito Federal, que já sinalizou a possibilidade de injetar recursos no banco, conforme nota oficial da instituição. Outras ferramentas de reforço de capital também poderão ser empregadas, se necessário.
Manutenção da operação e saúde financeira
O banco reforçou que continua funcionando normalmente, garantindo todos os seus serviços financeiros, como crédito, investimentos e atendimento aos clientes, tanto nos canais digitais quanto presenciais. Atualmente, o BRB possui Patrimônio Líquido de R$ 4,5 bilhões e Patrimônio de Referência de R$ 6,5 bilhões, números que, segundo a instituição, demonstram sua robustez financeira.
Relação com o processo de liquidação do Banco Master
O BRB destacou ainda que é credor no processo de liquidação extrajudicial do Banco Master e que, após a operação, aprimorou seus controles internos, mantendo suas carteiras dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle.
Histórico da tentativa de aquisição e investigação policial
No ano passado, o BRB tentou adquirir o Banco Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central. Além disso, a Polícia Federal investiga a compra, pelo BRB, de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do banco liquidado. Parte dessas carteiras estaria incorretamente avaliada ou até mesmo falsa, segundo apuração em andamento.
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