Um estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que o Piauí, entre 2022 e 2024, demonstrou um notável aumento de 10,34 pontos percentuais na participação das classes sociais A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos), que saltou de 52,52% para 62,86% da população. Em uma perspectiva nacional, o estudo indica que aproximadamente 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e foram promovidos para as classes mais altas, o que representa um incremento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.
Impulsos para a inclusão social
De acordo com a pesquisa, o crescimento observado nas classes sociais foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela implementação de políticas públicas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essas medidas, somadas a programas voltados ao acesso à educação e crédito, proporcionaram uma mudança significativa no cenário socioeconômico do estado. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou que os dados confirmam a eficácia das ações direcionadas à população de baixa renda.
“Observamos pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso demonstra que o programa vai além da simples transferência de renda: ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou o ministro em uma conferência recente. Ele trouxe o exemplo de Jardel, um jovem natural de Floresta do Piauí, que, apoiado por programas como o Bolsa Família, ProUni e FIES, conseguiu se formar em medicina e atualmente exerce sua profissão na própria localidade, sendo um exemplo do impacto positivo dessas iniciativas sociais.
Resultados visíveis em dados nacionais
O estudo realizado pela FGV também destaca que as classes D e E, que representam a população com menor poder aquisitivo, alcançaram os menores níveis já registrados, com 15,05% e 6,77%, respectivamente. Este fato é um indicativo claro de que as políticas de inclusão social estão tendo efeito, alcançando as pessoas que mais precisam e permitindo-lhes uma melhor qualidade de vida.
A renda como motor da ascensão social
A renda do trabalho é apontada como o principal motor dessa ascensão social. A estrutura de proteção do Bolsa Família, que oferece a possibilidade de permanência temporária no programa mesmo após o ingresso no mercado formal, tem ampliado as oportunidades de emprego com carteira assinada, resultando em uma mudança significativa para muitas famílias.
Classes econômicas no Brasil
As classes A, B e C são categorias amplamente utilizadas nas análises socioeconômicas para classificar a população conforme a sua renda familiar. A classe C é geralmente vista como a classe média, composta por famílias que conseguem atender suas necessidades básicas e têm algum nível de consumo. Por outro lado, as classes B e A são reservadas para grupos com rendimentos mais elevados e, consequentemente, maior segurança financeira.
As transformações observadas no Piauí, refletidas neste estudo da FGV, simbolizam um passo importante na luta contra a pobreza e a desigualdade social. Com o sucesso das políticas públicas, espera-se que mais famílias continuem a ter acesso à educação e a oportunidades de trabalho, garantindo um futuro mais promissor e igualitário para todos os cidadãos.


