Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Crise no Fed ameaça independência do banco central americano

Uma crise política envolvendo o presidente Donald Trump e o Federal Reserve (Fed) ameaça a independência do banco central dos EUA, prejudicando a condução da política monetária do país. A disputa ganhou força após investigações do Departamento de Justiça contra o presidente do Fed, Jerome Powell, e declarações de ministros e senadores republicanos sobre possíveis interferências na instituição.

Resistência no Congresso e ameaças à autonomia

O senador Thom Tillis, influente no Comitê Bancário do Senado, prometeu votar contra indicados de Trump ao Fed até que a questão seja resolvida, quebrando a maioria republicana no colegiado. Outros senadores, como Dave McCormick, adotaram postura mais moderada, mas a oposição de Tillis representa um obstáculo significativo. Segundo fontes, a maioria no Senado, composta por 13 republicanos e 11 democratas, exige 60 votos para aprovar indicações controversas.

Reação do Senado e risco de judicialização

O líder da maioria, John Thune, afirmou que a ameaça de uma disputa judicial com o Fed pode dificultar a confirmação de novos indicados. “Precisamos garantir a independência do Fed na condução da política monetária”, ressaltou Thune, destacando que acusações contra Powell “devem ser sérias e fundamentadas”.

Respaldo à independência do Fed

De ex-presidentes do Fed, como Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan, receberam apoio em palavras e cartas públicas, defendendo a autonomia da instituição e condenando a investida do governo. Especialistas alertam que interferências políticas prejudicariam a estabilidade econômica dos EUA, especialmente em mercados emergentes, onde instituições frágeis podem sofrer consequências graves.

Pressão política e reações internacionais

Trump vem pressionando o Fed para reduzir juros de forma rápida, além de criticar publicamente o atual presidente, Jerome Powell. Essa postura gerou reações contrárias de integrantes do Senado, democratas e republicanos, além de ex-dirigentes do próprio banco central americano. A senadora Elizabeth Warren criticou duramente as ações do presidente, acusando-o de tentar nomear um sucessor alinhado às suas vontades e de usar métodos “como um ditador”.

Por sua vez, Powell defendeu sua gestão e afirmou que sua atuação deve ser baseada em evidências e não em pressões externas. Em carta, ele revelou que a investigação do Departamento de Justiça foi motivada por questões relacionadas ao seu depoimento ao Congresso sobre reformas na sede do Fed, mas reforçou a importância de manter a autonomia.

Impacto na política monetária e futuro do Fed

Especialistas apontam que o fortalecimento das tensões entre o Executivo e o banco central pode comprometer a eficácia da política monetária nos próximos anos. Com o cenário político polarizado, a confirmação de indicados ao comando do Fed se torna cada vez mais incerta, o que pode gerar instabilidade e afetar os mercados financeiros.

Para conferir mais detalhes sobre essa crise e suas implicações, acesse o artigo completo no Globo.

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