A atriz e humorista Ingrid Guimarães, 53, revelou em entrevista ao programa de TV, que ainda sofre muito etarismo em sua carreira e vida pessoal. A artista compartilhou sua experiência em um setor muitas vezes marcado por preconceitos de idade, ressaltando a necessidade de uma mudança de perspectiva diante do mercado e da sociedade.
“Eu sofro muito etarismo todos os dias da minha vida” afirmou a atriz, que também falou sobre o preconceito enfrentado recentemente durante filmagens dedicadas a mulheres acima dos 50 anos.”
“Tinha pessoas no set que desprezavam o nosso conteúdo, tratando-o como se fosse bobo ou raso. Isso reflete um certo deboche por termos naturalmente mulheres mais velhas na produção”, continuou ela durante o Roda Viva, gravado em dezembro e exibido nesta segunda-feira (12).
A importância de mulheres +50 no cinema
A atriz, conhecida por sua participação em filmes como De Pernas Para o Ar, discutiu como sua carreira se transformou após aceitar papéis relevantes no cinema, destacando a importância de valorizar as mulheres no mercado de trabalho. “Aos 53 anos, nunca trabalhei tanto na minha vida. O mercado publicitário me acolheu mais e isso tem a ver com a nossa voz. Falar sobre menopausa, envelhecimento e colocar isso em evidência ajudou muito a gente”, declarou a humorista.
PL do Streaming e o futuro do cinema brasileiro
Ingrid Guimarães também comentou sobre o PL do Streaming, que, entre outros pontos, define a janela de exibição exclusiva nos cinemas e pode trazer desafios significativos para as produções brasileiras. “Se não houver uma regulamentação adequada, o cinema brasileiro ficará muito prejudicado. Para fazer plateia, o tempo que se prevê não é suficiente. O cinema contribui com o streaming, mas sem essa regulamentação, enfrentaremos sérios problemas”, explica a atriz.
E os desafios das comédias no reconhecimento
Durante a entrevista, Ingrid também abordou as dificuldades enfrentadas pelo gênero da comédia, especialmente no que se refere ao reconhecimento em premiações. “Nossos filmes raramente recebem visibilidade. Nossa classe precisa se unir mais para trazer este aspecto à tona. É difícil fazer comédia, e para que isso funcione, muitos fatores precisam alinhar. Somos fundamentais para que o público vá ao cinema, mas não recebemos o respeito que merecemos nas premiações. Sempre que participo, saio muito frustrada”, desabafou a comediante.
“Desde o início da minha carreira, a comédia sempre foi vista como um gênero menor. O teatro recebe menos apoio, a TV também. Ser comediante é muitas vezes relegado a um segundo plano.”
A participação de Ingrid no Roda Viva
A entrevista de Ingrid Guimarães foi um dos destaques do programa Roda Viva, gravado em dezembro e exibido nesta segunda-feira (12) pela TV Cultura. Na bancada, participaram jornalistas e críticos culturais de renome, como Priscilla Geremias (Marie Claire Brasil), Ubiratan Brasil (jornalista cultural), Mariliz Pereira Jorge (Folha de S. Paulo), Talita Duvanel (O Globo) e Danilo Casaletti (Estadão), além do cartunista Luciano Veronezi.
Ingrid está em cartaz com a comédia Minha Melhor Amiga, ao lado de Mônica Martinelli, e usou sua plataforma para exaltar a importância de ressaltar a presença e voz das mulheres na indústria do entretenimento.
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