Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Mau cheiro de estação de tratamento incomoda moradores em Paulínia

Recentemente, moradores de Paulínia, no interior de São Paulo, expressaram suas preocupações em relação ao intenso mau cheiro proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto da Vila Monte Alegre, que é operada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Além disso, um aterro sanitário que pertence a uma empresa privada também tem sido alvo de queixas. A situação se agravou e levou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) a intervir, aplicando multas à Sabesp e exigindo que soluções sejam apresentadas para mitigar o problema.

A situação dos moradores

A comunidade, que abrange bairros como São Bento, Nova Paulínia e Morumbi, relata que o odor é forte e persistente. A farmacêutica Mirna Montanha é uma das afetadas pela situação. Ela conta que o cheiro impregna sua casa: “Tem que fechar tudo e, mesmo assim, continua entrando. É bem constrangedor, principalmente quando temos visitas”, desabafou.

Intervenções da Sabesp

Em resposta às reclamações, a Sabesp informou que está investindo R$ 54 milhões para a construção de uma nova estação de tratamento ao lado da atual. De acordo com a empresa, a nova estrutura será coberta e, assim, ajudará a minimizar os odores que atingem a população. Entretanto, muitos moradores permanecem céticos em relação à eficácia dessas intervenções.

Aterro sanitário como foco de insatisfação

Além da estação de tratamento, os moradores também expressam preocupações com o aterro sanitário privado nas proximidades. O engenheiro Fernando Britto relatou que a situação se agrava especialmente durante a queima dos gases gerados pelo armazenamento de resíduos: “No começo da manhã, quando o vento começa a ficar mais forte, todos esses gases vêm para dentro do bairro, e somos forçados a conviver com esse odor forte, que é muito característico de lixão e de decomposição”, descreveu.

Posicionamento das autoridades e empresas

A Prefeitura de Paulínia informou que a responsabilidade pela questão é da CETESB e que a agência responsável fará uma nova vistoria no local. Se forem detectados odores que ultrapassem os padrões regulamentares, medidas corretivas serão adotadas. A Sabesp também reiterou seu compromisso com o monitoramento e a implementação de melhorias operacionais para reduzir a percepção de odores na região.

A Ecoparque, empresa responsável pelo aterro, alegou que não há mau cheiro nas instalações e que está em conformidade com todas as licenças ambientais necessárias, mantendo a gestão de resíduos e a preservação do meio ambiente.

Um panorama preocupante

A insatisfação da comunidade em relação ao mau cheiro em Paulínia revela um problema sério e que afeta a qualidade de vida da população. O que começou com reclamações isoladas agora se tornou uma questão coletiva, exigindo atenção e ação efetiva por parte das autoridades e empresas responsáveis. A luta dos moradores por um ambiente mais saudável continua, e suas vozes precisam ser ouvidas.

Com a vigilância da CETESB e o comprometimento das empresas, espera-se que a situação melhore em um futuro próximo, trazendo alívio para os moradores que há tempos convivem com esse transtorno. A participação da comunidade neste processo é vital, e é fundamental que os cidadãos continuem a observar e reportar as condições que afetam suas vidas diárias.

Por fim, eventos recentes em outras cidades, como Hortolândia, onde também houve reclamações semelhantes, ressaltam a importância de um gerenciamento adequado dos serviços de saneamento, evidenciando que este é um problema complexo que precisa ser abordado de forma holística e eficaz.

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