Recentemente, representantes da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc) e da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) se reuniram em Teresina para alinhar as responsabilidades no atendimento aos indígenas venezuelanos da etnia Warao que estão abrigados na capital. O encontro visou discutir a melhoria das condições nos abrigos, além de estabelecer um termo de cooperação técnica que possibilite um atendimento mais eficaz a essas famílias.
Conduta e infraestrutura dos abrigos
Durante a reunião, a infraestrutura dos abrigos foi um dos principais focos de debate. Os representantes das secretarias discutiram a necessidade urgente de realizar melhorias, como a substituição de telhados, reparos nas instalações elétricas e outros ajustes estruturais. Atualmente, 32 famílias, totalizando 332 indivíduos, estão distribuídas em seis abrigos da cidade, e a condição dos espaços é uma preocupação constante das autoridades.

Segundo Sônia Terra, superintendente de Direitos Humanos da Sasc, a reunião também serviu para discutir ajustes em procedimentos e condutas, com uma ênfase particular em considerar os aspectos culturais dos indígenas, principalmente para crianças, mulheres e idosos que vivem nos abrigos. “Nossa responsabilidade é garantir a convivência harmoniosa dos indígenas Warao nos abrigos, com tratamento adequado e alinhado aos princípios dos direitos humanos”, afirmou a superintendente durante o encontro.
Perspectivas de moradia própria
Um dos pontos determinantes levantados na reunião foi a preocupação com a definição de moradias próprias para os indígenas. Sônia Terra ressaltou que é essencial que os venezuelanos deixem a estrutura de abrigo do Estado e comecem a assumir suas responsabilidades com relação à residência. “Após mais de seis anos abrigados em Teresina, é necessário que eles possam adotar as regras da própria vida, a partir da moradia e do trabalho. Muitos já têm emprego e condições de se manter em residências próprias”, acrescentou.

A satisfação das necessidades dessa população é uma questão não só de dignidade, mas também de um compromisso com os direitos humanos. O atendimento adequado pode criar oportunidades não apenas de acolhimento, mas também de integração e autonomia para os venezuelanos que buscam recomeçar suas vidas no Brasil. O próximo passo, conforme desejam os organismos sociais responsáveis, é estabelecer uma rede de suporte efetiva, que possibilite a essas famílias uma transição segura para suas novas moradias.
Com isso, a reunião reflete um esforço conjunto das autoridades para melhorar a qualidade de vida dos refugiados e promover uma integração mais harmoniosa entre os indígenas Warao e a sociedade local, respeitando suas particularidades culturais e necessidades urgentes.
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