Recentemente, o Reino Unido se vê em meio a uma crescente tensão diplomática, pois o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou tomar a Groenlândia da Dinamarca. A situação se complica ainda mais com a posição do Primeiro-Ministro britânico, Sir Keir Starmer, que parece compartilhar das preocupações de Trump sobre a segurança do Ocidente em relação às ameaças da Rússia e da China.
A conversa entre líderes globais
Na última semana, Sir Keir teve uma ligação com Trump, mas foi claro ao afirmar que apenas Dinamarca e Groenlândia têm autoridade para decidir o futuro do território. Esse telefonema entre os dois líderes globais foi seguido por uma série de movimentações diplomáticas. O Primeiro-Ministro britânico planeja se comunicar com a Primeira-Ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e com o chefe da NATO, Mark Rutte, demonstrando a seriedade com que o Reino Unido está tratando a situação.
Ao longo da quinta-feira, Sir Keir conversou com Trump antes de passar a discutir com outros líderes europeus, como o Chanceler alemão Friedrich Merz e o Presidente francês Emmanuel Macron. Segundo informações do Escritório de Relações Exteriores, os líderes abordaram a necessidade de a NATO intensificar a presença na região norte, que inclui a Groenlândia, para desencorajar a agressão russa.
Possível missão da NATO na Groenlândia
Fontes internas revelaram que os chefes militares britânicos estão planejando uma possível missão da NATO na Groenlândia. Funcionários informaram ao The Telegraph: “Concordamos com a opinião do presidente Trump – a crescente agressão da Rússia no Alto Norte deve ser contida, e a segurança euro-atlântica deve ser fortalecida.”
As conversas dentro da NATO sobre o reforço da segurança na região continuam. O Reino Unido tem se mostrado ativo em manter as operações em conjunto com os aliados, enfatizando que todas as ações tomadas estão alinhadas com o interesse nacional de proteger a população britânica em casa.
Reações na política britânica
Sir Ed Davey, líder do Partido Liberal Democrata, também se manifestou sobre a situação. Ele afirmou: “O Reino Unido deve oferecer enviar tropas à Groenlândia como parte de uma operação conjunta da NATO sob comando dinamarquês e britânico.” Davey enfatizou que, se Trump realmente se preocupa com a segurança, ele deveria participar dessa operação em vez de fazer ameaças que poderiam dividir a aliança da NATO, favorecendo ações de Vladimir Putin.
Em resposta às tensões, um porta-voz do Escritório de Relações Exteriores reiterou o compromisso britânico de trabalhar com os aliados da NATO para fortalecer a defesa e a dissuasão na região ártica. “O Reino Unido continuará a colaborar com aliados, como sempre fez, em operações que estão em nosso interesse nacional, protegendo as pessoas em casa,” afirmou.
À medida que as tensões entre os EUA e a Rússia aumentam, a situação na Groenlândia se torna um ponto crítico para a segurança internacional. As ações do Reino Unido, em conjunto com seus aliados, serão fundamentais para moldar o futuro da segurança na região do Alto Norte.
Assim, enquanto o Reino Unido avalia suas opções e se prepara para possíveis ações, as implicações políticas e militares dessa situação serão acompanhadas de perto no cenário global.


