Os próximos meses prometem ser marcados por uma intensa movimentação no mercado de fusões e aquisições (M&A), com empresas e investidores tentando concluir operações antes das eleições de 2026, segundo Rodrigo Mello, sócio-fundador da assessoria financeira Seneca Evercore. A corrida contra o tempo reflete o impacto do calendário eleitoral na tomada de decisões do mercado.
Expectativa de fechamento de operações antes do calendário eleitoral
Rodrigo Mello explica que, apesar de um cenário desafiador para o setor em 2025, o primeiro semestre de 2026 deve ser movimentado. “Há uma expectativa de que o Brasil execute uma quantidade significativa de fusões e operações no mercado de capitais ainda no começo do próximo ano, devido à proximidade das eleições,” afirma o sócio da Seneca Evercore, que assessora empresas durante as transações.
Dados de crescimento e volume de M&A em 2025
De acordo com dados da MergerMarket compilados pela Seneca Evercore, o volume de fusões e aquisições no Brasil avançou 27% em 2025, atingindo US$ 58 bilhões. Apesar do crescimento na cifra, o número total de operações sofreu uma leve redução de 3% em relação ao ano anterior, marcando um dos menor volume de transações em seis anos.
Principais operações de 2025
Um destaque foi a aquisição de uma fatia de 30,3% na Neoenergia, que atua na geração, transmissão e distribuição de energia, pela espanhola Iberdrola. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, recebeu R$ 11,9 bilhões pela participação, e logo depois a Iberdrola anunciou uma oferta pública de aquisição (OPA) de R$ 6,5 bilhões para comprar ações de minoritários e retirar a Neoenergia da Bolsa.
Perspectivas para 2026 e fatores de incentivo
Daniel Wainstein, também sócio-fundador da Seneca Evercore, acredita que 2026 pode ser um ano melhor para o mercado de fusões e aquisições. “Com a potencial queda da Selic, os preços dos ativos podem subir, incentivando acionistas a vendem suas participações”, explica. Além disso, uma taxa de financiamento mais baixa deve facilitar a realização de aquisições por parte dos compradores.
Histórico e trajetória da Seneca Evercore
Fundada em 2013 por Wainstein, Mello e Isaias Sznifer, a Seneca Evercore tem origem na Goldman Sachs e na subsidiária do Greenhill & Co. no Brasil. Em 2020, após aquisição da participação do banco estrangeiro na operação local, a empresa adotou o nome atual, consolidando sua atuação na assessment de transações no mercado brasileiro.
Impactos e próximos passos
Segundo especialistas, o movimento acelerado de fusões antes das eleições deve impactar positivamente o volume de negócios em 2026, mesmo que a quantidade de operações continue moderada. Ainda assim, o cenário político e econômico será determinante para o ritmo das transações ao longo do ano.
Para acompanhar as novidades, clique a reportagem completa.















