Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Inflação de 2025 fecha abaixo do teto da meta, pelo primeiro ano no governo Lula

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou em 4,26% em 2025, abaixo do teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Este é o primeiro ano desde 2019 que o índice fica dentro do intervalo da meta, refletindo um ano de estabilidade para a economia brasileira sob o governo Lula.

Alívio para o Banco Central e indicadores históricos

O resultado, divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira, representa um alívio para o presidente da instituição, Gabriel Galípolo. Ele, que já precisou assinar duas cartas de justificativa por inflação acima da meta neste mandato, não precisará enviar nova justificativa em 2025.

O dado ficou levemente abaixo das expectativas do mercado, que estimava uma alta de 4,27%, segundo pesquisa da Bloomberg. No ano anterior, o IPCA fechou em 4,83%, demonstrando uma desaceleração consistente nos preços ao consumidor.

Desempenho histórico e destaques do período

Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, esse resultado é o quinto menor desde o início do plano Real, há 31 anos, ficando atrás de anos como 1998 (1,65%) e 2017 (2,95%).

Apesar de a inflação dos alimentos ter acelerado na variação mensal de dezembro, as quedas acumuladas ao longo do ano foram fundamentais para que o índice permanecesse dentro da meta em 2025. O grupo, que responde por grande parte do IPCA, passou de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025, com destaque para a alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%.

Comportamento dos preços e principais fatores

Nos meses de junho a novembro, a alimentação no domicílio registrou quedas consecutivas, acumulando um recuo de 2,69%. Entretanto, o grupo de habitação, que inclui energia elétrica, exerceu maior pressão na variação anual, acelerando de 3,06% em 2024 para 6,79% em 2025.

Na variação mensal, o IPCA acelerou para 0,33%, cumprimento das estimativas dos analistas, e em dezembro, foi o melhor resultado para o mês desde 2018, quando atingiu 0,15%.

Impactos e perspectivas futuras

O resultado positivo reforça o controle da inflação no Brasil, contribuindo para maior previsibilidade econômica. Especialistas avaliam que o cenário de estabilidade pode favorecer investimentos e melhorias na política de juros, que atualmente está em 13,75% ao ano.

O governo deve manter o foco na estabilidade de preços ao longo de 2026, com a expectativa de que a inflação permaneça dentro do intervalo meta, favorecendo a recuperação econômica e o equilíbrio fiscal.

Para mais detalhes, confira a matéria completa.

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