Alguns cardeais e fiéis devotos da liturgia tradicional expressaram preocupação com o fato de que a liturgia tenha sido deixada de lado no consistory extraordinário em andamento no Vaticano, após a votação que priorizou outros temas na agenda da reunião.
Decisão de focar em evangelização e sinodalidade provoca descontentamento
Na abertura do consistory, o Papa Leo XIV afirmou que os participantes poderiam refletir coletivamente sobre quatro temas já anunciados: Evangelii Gaudium, Praedicate Evangelium, o sínodo e a sinodalidade, além da liturgia.
Porém, devido a limitações de tempo, somente dois desses temas seriam debatidos em profundidade, com a maioria dos cardeais optando por “evangelização e a atividade missionária” e “sínodo e sinodalidade”, conforme informou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.
Reação dos apoiadores da liturgia tradicional
A decisão de não abordar o tema da liturgia causou insatisfação entre cardeais e fiéis ligados à missa antiga em língua latina, que sentem que suas preocupações têm sido marginalizadas nas últimas décadas, especialmente sob o pontificado de Francisco.
Segundo o site italiano “Messa in Latino”, contatos anônimos com cardeais importantes indicaram que todos manifestaram “desânimo e decepção” com a relegação do tema litúrgico. A publicação destacou que o consistory parece seguir uma linha de continuidade com as recentes assembleias sinodais, que também passaram sem abordar as questões do rito antigo.
Desafios e promessas de diálogo
Para tentar acalmar os ânimos, Bruni afirmou que os outros dois temas continuam a ser tratados de alguma forma, ressaltando que “missão e evangelização” não excluem a liturgia, pois ambos temas estão intrinsecamente ligados.
Ele explicou que “os temas não podem ser separados, pois na missão e evangelização há a liturgia”, e que haverá espaço nos debates para retomar o assunto posteriormente, durante as discussões livres previstas para hoje.
Expectativas para as próximas discussões
Luigi Casalini, editor do site “Messa in Latino”, manifestou esperança de que a liturgia seja novamente abordada nas sessões de debate improvisado, mantendo vivo o capítulo das preocupações tradicionais dentro do Vaticano.
A controvérsia reflete o clima de tensões que ainda permeia o relacionamento entre o Vaticano e os segmentos mais conservadores da Igreja, que consideram as recentes orientações pontifícias um afastamento dos valores e práticas tradicionais.
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