Brasil, 3 de janeiro de 2026
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Homem é preso por agredir o filho de um ano no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira (2), Jonathan Clayton Ferreira, suspeito de agredir seu filho de apenas um ano de idade. A prisão ocorreu em uma casa localizada no bairro Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. O crime gerou grande comoção e repercussão na sociedade, levantando questões sobre o acolhimento e proteção das crianças vítimas de violência.

O caso de violência contra a criança

Em setembro de 2021, o bebê foi levado a uma unidade de pronto atendimento por familiares, apresentando graves lesões, incluindo costelas quebradas e marcas de agressões nas costas, pernas e cabeça. A situação alarmante levou à investigação, na qual Jhonatan foi acusado de violência doméstica. Em seu depoimento, ele alegou que “já bateu na criança para corrigi-la”, insistindo que suas ações não eram violentas, limitando-se a bater na “bunda ou na mão” do filho, mas não soube explicar as lesões visíveis na criança.

Segundo familiares da vítima, Jhonatan tinha um histórico de violência, e os relatos indicavam que, em uma das agressões, ele teria até queimado o filho com uma colher quente. Essa sequência de eventos levou à sua prisão inicial em setembro de 2021, embora pouco tempo depois, ele tenha recebido o benefício de responder ao processo em liberdade.

Decisões judiciais e aumento da pena

Em agosto de 2022, Jhonatan foi condenado a três anos de prisão em regime aberto, em um veredicto que gerou controvérsia. O juiz Juarez Costa de Andrade destacou a gravidade das ações do acusado, ressaltando que ele agiu com “dolo intenso” e utilizou violência excessiva contra a criança. As lesões infligidas foram graves, resultando em múltiplas fraturas e hematomas na vítima.

No entanto, a situação mudou em 2023, quando o Ministério Público decidiu recorrer da sentença. A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por unanimidade, aumentou a pena para 4 anos e 8 meses de prisão, determinando que Jhonatan cumprisse a pena em regime fechado. A desembargadora Katia Maria Amaral Jangutta observou que a violência foi especialmente cruel, considerando que a vítima era uma criança indefesa.

Foragido e a prisão final

Após a condenação, Jonathan se tornou foragido ao não se apresentar para cumprir a pena. No entanto, nesta tarde, ele foi encontrado e preso sem resistência. Os policiais civis o levaram para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e, em seguida, para o sistema penitenciário, onde irá cumprir sua pena.

Esse caso ressalta a necessidade urgente de a sociedade e as instituições estarem atentas às situações de violência contra crianças, garantindo proteção e justiça para as vítimas. É um apelo para que a segurança dos menores seja priorizada e para que atos de violência sejam severamente punidos, a fim de que tragédias desse tipo não se repitam. Esse incidente não apenas levanta questões sobre o tratamento de crianças em contexto familiar, mas também a responsabilidade dos adultos em zelar pela segurança e bem-estar dos menores.

O g1 continuará acompanhando o desdobramento do caso e a situação da criança, que permanece sob os cuidados necessários para sua recuperação. O caso serve como um alerta para a sociedade sobre a crítica situação de abusos e a necessidade de um olhar atento e ações efetivas na proteção de crianças.

Para mais informações, acesse o link da matéria original.

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