Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Nova isenção do Imposto de Renda beneficia quem ganha até R$ 5 mil

A nova regra de isenção do Imposto de Renda, sancionada em novembro e em vigor desde janeiro de 2025, beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês. Além disso, há um desconto gradual para quem recebe até R$ 7.350, evitando grandes saltos na tributação com pequenos aumentos salariais.

Entendendo a nova isenção e o desconto do IR

Antes, a isenção valia apenas para rendimentos até dois salários mínimos, R$ 3.036. Agora, quem possui renda de até R$ 5 mil desfruta de isenção total do Imposto de Renda. Quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro salário.

A reforma criou ainda uma faixa intermediária com um desconto que diminui gradualmente à medida que a renda aumenta, cumprindo o objetivo de evitar o chamado “degrau tributário” e economizando recursos de quem recebe salários próximos a esse limite.

Impacto nas finanças pessoais e no bolso

  • Salário de R$ 5.500: redução de cerca de 75% no imposto mensal;
  • Salário de R$ 6.500: economia aproximadamente de R$ 1.470 anuais;
  • Salário de R$ 7.000: economia em torno de R$ 600 por ano.

O valor exato do desconto depende de cálculos individuais, considerando outras rendas e deduções específicas de cada contribuinte.

Por que o imposto aumenta para quem ganha mais?

Para compensar a perda de arrecadação, quem possui renda acima de R$ 50 mil por mês passará a pagar uma alíquota progressiva de até 10%. Além disso, parte dos investidores que recebem dividendos superior a R$ 50 mil por mês também será afetada, com incidência de 10% de imposto retido na fonte.

  • Quem tem renda acima de R$ 600 mil anuais (ou R$ 50 mil mensais): alíquota progressiva de até 10%;
  • Renda superior a R$ 1,2 milhão ao ano: alíquota mínima efetiva de 10%.

Ao todo, o governo estima que aproximadamente 141 mil brasileiros passarão a pagar o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda.

Tributação de dividendos e pontos de atenção

Outra mudança importante é a tributação dos dividendos na fonte: será retido 10% sobre valores que ultrapassarem R$ 50 mil por mês, pagos por uma única empresa. Essa medida mira empresários e sócios com altos valores, que até então eram isentos.

Contudo, especialistas alertam que dividendos referentes a lucros apurados até 2025 ainda permanecem isentos, o que pode gerar questionamentos judiciais e efeitos retroativos na aplicação da nova regra.

Impactos futuros e declaração do IR

Mesmo quem foi beneficiado pela isenção total em 2025 precisará declarar o Imposto de Renda em 2026, referente ao ano-base 2025, cuja nova regra ainda não valia na época. A declaração efetiva só ocorrerá em 2027, com o impacto completo das mudanças.

Em resumo, a reforma tributária visa equilibrar o caixa do governo e criar uma faixa de tributação mais justa, ao mesmo tempo em que oferece alívio para quem possui rendimentos menores.

Para mais detalhes, confira a fonte original.

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