A Polícia Federal (PF) anunciou, nesta sexta-feira (2/1), que o deputado Eduardo Bolsonaro deverá retornar imediatamente ao cargo de escrivão que ocupava antes de se tornar parlamentar. Essa decisão marca o fim de sua licença devido ao exercício de mandato eletivo e deve levar o político de volta à Delegacia da PF de Angra dos Reis, situada no litoral do Rio de Janeiro.
Retorno à Delegacia de Angra dos Reis
Angra dos Reis é um destino turístico bastante conceituado, conhecido por suas mais de 360 ilhas e praias paradisíacas, e é um local onde a família Bolsonaro possui uma casa. O retorno de Eduardo à Delegacia não apenas retoma sua posição anterior, mas também reflete as diretrizes da PF que buscam regularizar a situação funcional de seus servidores.
O despacho oficial da PF, publicado no Diário Oficial da União (DOU), deixa claro que o afastamento do deputado para o cumprimento de seu mandato chegou ao fim. O documento destaca que a reintegração ao cargo se dá “para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional”. A PF também alerta que a ausência injustificada de Eduardo pode resultar em “providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
Histórico e esferas legais
Eduardo Bolsonaro teve seu mandato como deputado cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados a partir de 19 de dezembro de 2025, devido a um acúmulo de faltas. Desde fevereiro, o ex-parlamentar está residindo nos Estados Unidos e não tinha permissão para votar à distância. Inicialmente, ele havia solicitado uma licença, mas o prazo finalizou.
Até o momento em que esta reportagem foi atualizada, Eduardo ainda não havia se manifestado publicamente sobre a ordem da PF. O retorno ao cargo ocorre em um momento delicado, onde o ex-deputado precisará alinhar sua situação com a legislação em vigor para evitar complicações administrativas.
Implicações do retorno
A volta de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão na PF levanta questões sobre sua futura carreira política e as implicações administrativas que sua reintegração poderá trazer. Enquanto Eduardo tenta regularizar sua situação funcional, muitos observadores da política e do direito no Brasil esperam um desdobramento da sua atual condição e sua relação com a PF.
O fato de Eduardo estar morando fora do país gera incertezas sobre sua possibilidade de atuar ativamente no cargo. Isso poderá influenciar na condução de investigações da PF com as quais ele pode eventualmente estar envolvido no futuro.
Com o retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo, o cenário político e institucional brasileiro continua a ser impactado por questões de representatividade e de conformidade com as normas legais. A expectativa agora é que o ex-deputado se pronuncie sobre sua reintegração e qual será seu próximo passo na carreira.
Embora a PF tenha enfatizado que a decisão é uma questão meramente administrativa, o retorno de um nome tão ligado a um ex-presidente da república levanta especulações sobre o impacto político-diplomático em diversas esferas da sociedade brasileira.
Em um cenário onde a legalidade e a ética são constantemente debatidas, o que se espera é que o retorno de Eduardo não apenas reintegre um funcionário afastado, mas que também sirva como um exemplo dos desafios enfrentados por figuras públicas na busca por transparência e responsabilidade.
Para acompanhar este e outros desdobramentos, fica a expectativa sobre as próximas declarações de Eduardo e as reações do público e dos colegas políticos a essa nova fase de sua vida profissional. Assim, as interações entre a vida pessoal e pública de Eduardo continuarão a se desdobrar nos próximos capítulos de sua trajetória.

