Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Fuga de detentos marca saidinha de Natal no RJ em 2025

No último Natal, uma grande movimentação ocorreu nas penitenciárias do Rio de Janeiro, onde aproximadamente 46 mil detentos foram beneficiados com a Visita Periódica ao Lar (VPL). Contudo, a alegria das festividades foi ofuscada por um incidente preocupante: 269 desses presos não retornaram para as unidades prisionais após o período de liberação que se encerrava na terça-feira (30). Este número representa cerca de 14% do total de detentos liberados, gerando alarmes sobre a segurança pública no estado.

Fugitivos e a gravidade da situação

Dentre os 269 fugitivos, cinco são considerados de alta periculosidade, o que agrava ainda mais o cenário já complexo da segurança no Rio de Janeiro. Do total, 150 pertenciam ao Comando Vermelho (CV), 39 estavam vinculados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e 23 à facção Amigo dos Amigos (ADA). O restante, composto por 46 indivíduos, afirmou não ter ligação com facções criminosas.

Os nomes dos fugitivos de alta periculosidade incluem:

  • Tiago Vinicius Vieira, conhecido como Dourado, membro do TCP;
  • André Luiz de Almeida, chamado Nestor do Tuiuti, do CV;
  • Márcio Aurélio Martinez Martelo, conhecido como Bolado, também do CV;
  • Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira, popularmente chamado de Salgueiro ou Problema, do CV;
  • Fábio Lima, apelidado de Gordo, do CV, que possui diversos registros por tráfico de drogas, tráfico de armas e roubos.

As informações sobre esses fugitivos geram apreensão nas comunidades e nas autoridades, que precisam lidar com a possibilidade de um retorno dessas figuras ao crime.

Comparativo com outros grupos liberados

Importante ressaltar que, ao lado dos detentos comuns, entre os beneficiados pela saidinha estavam 21 policiais e 23 milicianos. Este grupo, ao contrário dos demais, retornou integralmente às unidades prisionais, sem registro de evasão. Isso levanta questões sobre o tratamento diferente que essas categorias podem receber dentro do sistema penitenciário.

A situação das penitenciárias do Rio de Janeiro já é crítica, com superlotação e um déficit que pode dobrar nos próximos anos, conforme indicação do Ministério Público. A pressão sobre o governo é crescente, pois há determinação judicial para a construção de novos presídios, mas muitos municípios apresentam resistências à instalação de novas unidades prisionais.

Repercussão nas comunidades e possíveis soluções

A evasão de detentos, especialmente durante períodos festivos, é um tema recorrente que gera debates acalorados na sociedade. Especialistas afirmam que a falta de controle interno nas penitenciárias, aliada à briga entre facções por território e influência, tem contribuído para a insegurança pública no estado.

Além disso, a necessidade de um plano eficaz de inclusão social e a oferta de atividades que contribuam para a ressocialização dos presos são considerados essenciais. A melhoria nas condições das penitenciárias e o investimento em programas de reabilitação são caminhos que podem ajudar a reduzir a reincidência criminal e, consequentemente, o número de fugas.

Enquanto o estado luta para conter a crise no sistema penal, a população continua a sofrer com os desdobramentos de uma segurança pública fragilizada. O desafio agora é encontrar soluções eficazes e duradouras para garantir a integridade da sociedade.

O episódio da saidinha de Natal de 2025 é um lembrete sombrio dos desafios que ainda precisam ser enfrentados, e a esperança é de que as lições aprendidas a partir deste evento sirvam de alicerce para uma reforma mais abrangente e eficaz no sistema penitenciário e na segurança pública do Rio de Janeiro.

Para mais informações sobre a situação dos presídios e a fuga dos detentos, você pode acompanhar atualizações em tempo real através do app do g1 ou no portal oficial de notícias.

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