No dia 1 de janeiro de 2026, as praias da Baixada Santista, em São Paulo, foram palco de tragédias que resultaram na morte de quatro homens por afogamento. As ocorrências, que chamaram a atenção nas cidades de Bertioga, Guarujá, Itanhaém e Praia Grande, destacam a importância da segurança nas áreas costeiras, principalmente em dias de grande movimentação de turistas.
O trágico início do ano nas praias de SP
De acordo com informações do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), os incidentes começaram pela manhã, por volta das 8h40, em Praia Grande. Um jovem de 23 anos foi o primeiro a desaparecer nas águas, arrastado por uma correnteza forte enquanto nadava. Apesar das buscas, seu corpo foi encontrado e reconhecido posteriormente.
Antes das operações de resgate serem finalizadas, outro homem, de 21 anos, também desapareceu na mesma cidade. Testemunhas relataram que ele apresentava sinais de exaustão antes de ser levado pela correnteza. Seu acompanhante tentou socorrê-lo, mas sem sucesso. As equipes do GBMar continuaram as buscas ao longo do dia 1, e na manhã de 2 de janeiro, um corpo foi localizado na praia do bairro Aviação, que corresponde às características do desaparecido, porém a identificação oficial ainda não havia sido confirmada até a última atualização.
Casos de afogamento em outras localidades
O cenário se repetiu em Bertioga, onde um afogamento envolvendo duas vítimas, de 19 e 35 anos, ocorreu à tarde na Praia do Rio Guaratuba. O GBMar foi acionado rapidamente, e enquanto um homem de 35 anos foi resgatado, ele apresentava um grau 6 de afogamento e, infelizmente, foi declarado morto no pronto-socorro. O jovem de 19 anos, por outro lado, continua desaparecido e as buscas prosseguem.
No Guarujá, um turista de 20 anos, residente de São Bernardo do Campo, também foi vítima de afogamento, constatando-se o grau 6 de afogamento após o resgate. Por fim, em Itanhaém, um homem de 25 anos desapareceu no mar, e informações sobre sua origem e o local exato do afogamento ainda não foram divulgadas pelo GBMar.
Perfil das vítimas e questões de segurança
Segundo a Capitão Karoline Burnsizian, do GBMar, em um podcast recente, 80% das vítimas de afogamento nas praias da Baixada Santista são oriundas da capital e Grande São Paulo. Essa estatística é alarmante e reforça a necessidade de conscientização e medidas de segurança para os banhistas, especialmente durante períodos festivos, quando as praias ficam mais lotadas.
Os casos registrados neste início de ano trazem à tona a importância da prevenção e do cuidado ao frequentar as praias. É fundamental que os banhistas estejam cientes das condições do mar, respeitem as orientações das autoridades e utilizem coletes salva-vidas quando necessário.
Considerações finais e apoio às vítimas
As tragédias de 1 de janeiro de 2026 deixaram uma marca não só nas famílias das vítimas, mas também na comunidade e nas autoridades locais que se esforçam para garantir a segurança nas praias. As buscas pelos desaparecidos continuam, e espera-se que as investigações desta ocorrência possam levar a medidas mais rigorosas para evitar novos episódios de afogamento.
Neste primeiro dia do ano, lembramos que a segurança deve ser sempre a prioridade ao desfrutar das belezas naturais do nosso litoral. O envolvimento de todos é essencial para que situações trágicas como essas não se repitam.

