Brasil, 1 de janeiro de 2026
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Bolsonaro deve receber alta hospitalar e retornar à PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta quinta-feira, 21 de dezembro, após uma semana de internação no Hospital DF Star. Ele retornará à custódia da Polícia Federal em Brasília, segundo informações confirmadas por médicos que acompanham seu estado de saúde. A alta ocorre após a realização de novos exames nesta quarta-feira.

Tratamento e diagnóstico

Na manhã de quarta-feira, Bolsonaro passou por uma endoscopia digestiva alta, onde foi diagnosticado com esofagite, uma condição que a equipe médica acredita ser a causa das crises de soluços que ele vem enfrentando. O cardiologista Brasil Caiado declarou que a expectativa de liberação médica é para esta quinta-feira, mas não foi especificado o horário.

“A nossa previsão de alta é para amanhã, e, a partir disso, nós médicos não sabemos (o horário). A remoção fica a cargo da Superintendência da Polícia Federal”, afirmou o doutor Caiado.

Internação e intervenções médicas

Bolsonaro está internado desde a semana passada, quando foi submetido a uma cirurgia para a correção de uma hérnia inguinal bilateral, realizada na última quinta-feira. Durante esse período, os médicos também realizaram procedimentos para tentar conter as crises de soluços que o ex-presidente apresentou repetidamente.

Na segunda-feira, ele passou por uma intervenção infrutífera e, na tarde de terça-feira, foi sido aumentado seu tratamento. Caiado relata que houve uma melhora real após esses ajustes terapêuticos.

“No decorrer da noite, ele estabilizou e teve uma melhora do soluço, mostrando que a medicação começou a surtir efeito. Mas precisamos de um pouco mais de tempo. A evolução nesses tipos de caso costuma ser mais lenta. Mas as primeiras 24 horas nos deixaram otimistas”, disse o médico.

Uso de medicamentos antidepressivos

Durante sua internação, Bolsonaro também solicitou o uso de medicamentos antidepressivos, o que foi confirmado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini. De acordo com ele, o ex-presidente pediu para fazer uso de um antidepressivo que foi introduzido no tratamento e a expectativa é que comece a fazer efeito em alguns dias.

Condições legais e novos pedidos

É importante lembrar que Bolsonaro está preso desde novembro em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Nesta quarta-feira, a defesa do ex-presidente apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de prisão domiciliar, considerando seu estado de saúde.

No requerimento, os advogados argumentam que a permanência de Bolsonaro no sistema prisional representa um risco à sua saúde. Segundo eles, “a permanência desse paciente em estabelecimento prisional, tão logo obtenha alta hospitalar, submeter-lhe-ia a risco concreto de agravamento súbito do estado de saúde”.

A defesa ressalta ainda que o quadro clínico de Bolsonaro exige acompanhamento contínuo e cuidados que são incompatíveis com o regime prisional. Os advogados baseiam o pedido em fatos recentes e na evolução do estado de saúde do ex-presidente, documentados por laudos médicos.

Vale mencionar que pedidos anteriores de prisão domiciliar e de prisão humanitária já haviam sido negados pelo STF. Em 19 de dezembro, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou a domiciliar na mesma decisão que autorizou a cirurgia para retirada de hérnia, feita em 25 de dezembro. Agora, cabe ao ministro analisar o novo pedido apresentado pela defesa, enquanto a equipe médica se mantém otimista em relação à expectativa de alta e o retorno de Bolsonaro à custódia da Polícia Federal.

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