Brasil, 31 de dezembro de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Governo brasileiro mantém diálogo com a China sobre taxa de carne

No dia 31 de dezembro, o governo brasileiro anunciou que continua sua atuação junto ao governo chinês, tanto em nível bilateral quanto na Organização Mundial do Comércio (OMC), visando mitigar o impacto das novas regras de salvaguarda que limitam a importação de carne. Estas medidas têm gerado preocupações entre os profissionais envolvidos no setor pecuário e na economia brasileira.

Acompanhamento e coordenização com o setor privado

Segundo uma nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC), o governo está monitorando a situação “com atenção” e trabalha de forma coordenada com o setor privado para proteger os interesses dos produtores e trabalhadores do agronegócio. O ministério ressaltou que o setor pecuário brasileiro já desempenhou um importante papel na segurança alimentar da China, oferecendo produtos sustentáveis e altamente competitivos. Além disso, todos os produtos brasileiros são submetidos a rigorosos controles sanitários.

Ministro Carlos Fávaro fala sobre o tema

Nesta mesma data, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comentou sobre a taxação da carne bovina que será implementada pela China, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. Segundo Fávaro, a medida não é “tão preocupante” e já era esperada, visto que o governo chinês anunciou a necessidade de proteção aos seus produtores locais. “Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados para carne bovina por todo o mundo, também ampliamos mercados que já estavam abertos”, destacou o ministro.

Preparação do Brasil para novas realidades comerciais

Fávaro também avaliou que o Brasil está relativamente bem preparado para lidar com as mudanças trazidas por essa nova taxação. A abertura de novos mercados, especialmente após as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, tem se mostrado uma estratégia eficaz para minimizar impactos negativos. Para o Brasil, a diversificação dos mercados compradores é vista como uma forma de reduzir a dependência em relação a poucos parceiros comerciais.

Entenda as tarifas impostas pela China

O governo chinês anunciou a implementação de cotas de importação de carne bovina a partir de 2026, com o intuito de proteger seus produtores locais. No total, serão 2,7 milhões de toneladas previstas para importação, com ampliação contínua ao longo dos anos. O Brasil, por sua vez, recebeu a maior cota entre os fornecedores, com 1,1 milhão de toneladas anuais. É importante observar que, caso as importações ultrapassem essas cotas, os produtos estarão sujeitos a uma taxação de 55%.

A nova regra entra em vigor na próxima quinta-feira (1º de janeiro), com uma duração inicial de três anos, e abrange o comércio mundial, o que tecnicamente não coloca o Brasil em desvantagem competitiva em relação a outros fornecedores.

Impacto no mercado brasileiro

A expectativa é de que, apesar das novas regras, o Brasil consiga manter uma posição sólida no mercado de carne bovina, uma vez que já possui uma imagem de credibilidade junto aos consumidores chineses. As ações do governo brasileiro, em sintonia com as necessidades do setor privado, são vistas como fundamentais para garantir a integridade do setor nos períodos de mudança.

Assim, o governo brasileiro continua a trabalhar com os stakeholders envolvidos na cadeia produtiva para assegurar que os interesses do agronegócio nacional sejam preservados, enquanto se mantém um diálogo aberto com a China e a OMC.

Para mais informações, você pode acessar o link da fonte.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes