Brasil, 7 de fevereiro de 2026
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Aumento do bilhete único intermunicipal no Rio de Janeiro

O bilhete único intermunicipal (BUI) no Rio de Janeiro sofreu um aumento significativo, passando a custar R$ 9,40, um reajuste de 9,44% sobre o valor anterior de R$ 8,55. A medida foi autorizada por um decreto do governador Cláudio Castro, publicado em uma edição extra do Diário Oficial no último dia 19 de novembro, e já está em vigor. Essa mudança no tarifário gerou polêmica e levantou discussões entre a população e autoridades locais.

O impacto do aumento no bilhete único

O bilhete único intermunicipal é um meio essencial de transporte para muitos cariocas que dependem do deslocamento entre municípios, como Niterói, São Gonçalo e outros da Baixada Fluminense. O aumento nas tarifas pode impactar diretamente o bolso dos usuários, que já enfrentam desafios financeiros devido à inflação e à alta dos preços de bens e serviços. A medida desperta a preocupação de que o custo do transporte público possa se tornar ainda mais inacessível para a população de baixa renda.

Reações da população e autoridades

Imediatamente após o anuncio do reajuste, reações diversas surgiram nas redes sociais e nas comunidades. Moradores expressaram descontentamento, afirmando que o aumento é desproporcional, principalmente em um momento econômico difícil. “Como podemos arcar com mais esse custo quando já estamos lidando com tantas dificuldades?”, questionou um usuário em uma plataforma online.

A deputada estadual que representa a região, ao tomar ciência da situação, acionou o Ministério Público para investigar a legalidade do aumento. Segundo ela, é fundamental que o governo busque alternativas para melhorar o serviço sem onerar ainda mais a população. “O transporte é um direito de todos e não pode ser tratado como um artigo de luxo”, destacou durante uma coletiva de imprensa.

Alternativas e soluções para o transporte público

Diante do aumento, especialistas sugerem que a solução para o transporte público deve ir além de aumentar tarifas. Muitas cidades ao redor do mundo têm buscado investimentos em infraestrutura, maior eficiência nos serviços e ajustes no sistema de bilhetagem, permitindo tarifas mais justas e acessíveis. A possibilidade de criar subsídios ou parcerias público-privadas também se torna um tema relevante em discussões sobre o futuro do transporte no estado.

Além disso, a implementação de políticas públicas que incentivem alternativas de transporte, como o uso de bicicletas e caronas solidárias, pode ser uma saída viável, permitindo uma descongestão nas vias urbanas e contribuindo para a preservação ambiental ao mesmo tempo.

A transparência na gestão do transporte

Outro ponto levantado por ativistas e especialistas é a necessidade de transparência em relação à gestão dos recursos do transporte público. Muitos usuários reclamam da falta de informações sobre como os valores das tarifas são definidos e para onde os recursos arrecadados estão sendo direcionados. Uma maior clareza nessa questão poderia ajudar a reconquistar a confiança da população em relação ao sistema de transporte.

Em suma, o aumento do bilhete único intermunicipal no Rio de Janeiro levanta não apenas preocupações sobre o acesso ao transporte público, mas também questionamentos sobre as políticas adotadas pelo governo. Enquanto o decreto já está em vigor, a movimentação nas ruas e nas redes sociais indica um descontentamento que pode levar a novas discussões e até ações legais no futuro.

Uma coisa é certa: para muitas pessoas, a luta por um transporte público justo e acessível continua. Está nas mãos das autoridades e da sociedade encontrar soluções que equilibrem a necessidade de receitas para manter os serviços e a garantia do direito ao transporte para todos.

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