Brasil, 29 de janeiro de 2026
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Governo Lula estuda criação de ministério da segurança pública

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está atualmente em discussões internas sobre a viabilidade de criar o Ministério da Segurança Pública no próximo ano. Esta possível criação não só atenderia a uma promessa feita durante a campanha de 2022, mas também poderia ser uma resposta necessária para a população, especialmente considerando que a segurança é um dos pontos de maior preocupação e insatisfação em sua gestão.

A necessidade de uma nova pasta

O debate sobre a criação deste ministério se intensifica em meio a um cenário em que a aprovação do governo tem enfrentado dificuldades. A segurança pública é um tema que, segundo as pesquisas, preocupa cada vez mais os brasileiros. Um levantamento recente da Quaest mostrou que o percentual de cidadãos que vêem a violência como a maior preocupação do país aumentou de 30% para 38% entre outubro e novembro. Essa inquietação foi acentuada ainda mais pela operação policial realizada no Rio de Janeiro em outubro, que resultou em um número alarmante de 122 mortes.

Divisões entre os conselheiros do presidente

Nos bastidores, as opiniões sobre a criação do ministério estão divididas. Alguns membros do primeiro escalão confirmam que a decisão já foi tomada, enquanto outros sustentam que ainda está em aberto, aguardando uma definição por parte de Lula. Entre os que apoiam a ideia, há um grupo de auxiliares que acredita que, apesar da necessidade urgente de um ministério focado na segurança, o momento pode não ser ideal. Eles argumentam que a nova estrutura teria pouco tempo para apresentar resultados concretos antes das eleições de outubro e que isso colocaria mais pressão sobre o governo em um cenário já delicado.

Pressão crescente e desafios à vista

Com a popularidade de Lula estagnada e enfrentando um leve declínio nas pesquisas, a situação se torna ainda mais crítica. Enquanto os índices de satisfação do governo haviam alcançado 48% em outubro, houve uma queda para 47% em novembro, com a desaprovação subindo de 49% para 50%. Essa dinâmica sugere que a estratégia do governo em relação à segurança pública será um fator crucial nos próximos meses.

O papel do ministro da Casa Civil

Rui Costa, o ministro da Casa Civil, que tem a responsabilidade de coordenar as ações entre os ministérios, era inicialmente um dos defensores da ideia de adiar a implantação do ministério. No entanto, de acordo com aliados, Rui Costa já parece ter mudado de opinião e agora acredita que a pasta será criada por Lula, com uma definição esperada até janeiro. Essa mudança de posição reflete a urgência sentida pelo governo para responder às demandas da população e melhorar a percepção pública.

Expectativas para o futuro

Se o Ministério da Segurança Pública se concretizar, espera-se que ele tenha um papel fundamental na coordenação das políticas públicas voltadas para a segurança em todo o país, abordando problemas antigos e criando soluções inovadoras. Além disso, o ministério deverá ser visto como um espaço de diálogo entre os diferentes níveis de governo e a sociedade civil, de modo a construir um ambiente mais seguro para todos os cidadãos.

Independentemente da decisão final, a discussão sobre a segurança pública e a criação desse ministério reflete as preocupações contínuas da população brasileira e o desafio que o governo Lula terá que enfrentar ao longo de seu mandato. O tempo dirá quais serão os próximos passos e se essa nova estrutura será capaz de atender às demandas e expectativas da população.

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