Brasil, 1 de janeiro de 2026
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Sergio Moro pressiona PP por apoio em candidatura ao governo do Paraná

No Brasil, a política é marcada por intensas disputas e alianças estratégicas. Recentemente, o senador Sergio Moro, filiado ao União Brasil, se posicionou firmemente em relação à sua candidatura ao governo do Paraná, exigindo que o Partido Progressista (PP) cumpra um acordo anterior para apoiá-lo. Esta situação vem à tona em meio a uma fase crucial de formalização da federação entre PP e União Brasil, que é acompanhada por uma série de desavenças e impasses estaduais.

Sergio Moro e seu chamado ao apoio do PP

Durante uma coletiva, Moro expressou sua expectativa de que o PP honre um acordo previamente estabelecido, no qual o partido se comprometeria a apoiar sua candidatura. Ele argumentou que o PP não possui um candidato competitivo e que, portanto, sua liderança nas pesquisas eleitorais deve ser considerada. “Vamos ter que aguardar. Por ora, os atos que foram tomados são todos no sentido da homologação da federação. Agora, os acordos têm que ser cumpridos”, disse Moro, destacando sua confiança no respaldo que acredita ter do PP.

Moro também se manifestou sobre a atual situação de candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, considerando-o um “teste”, e refletiu sobre outros governadores que poderiam ser pré-candidatos, como Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, e Ratinho Junior. “O ideal seria que houvesse uma união entre direita e centro-direita. O país não aguenta mais quatro anos de mandato do Lula”, enfatizou o ex-juiz, defendendo a necessidade de uma proposta alternativa e unificada frente ao atual governo.

A resposta do PP e as reações na federação

A postura de Ciro Nogueira, presidente do PP, que recentemente anunciou que não apoiará a candidatura de Moro, evidenciou a tensão dentro da federação. Isso gerou uma rápida reação do comando do União Brasil, que vê a decisão como um desvio do acordado anteriormente. Moro expressou surpresa com a maneira como Nogueira tratou sua candidatura, afirmando que, embora houvesse algumas divergências, jamais imaginou que chegariam a um ponto de não apoio.

“Fui surpreendido pelos termos. Sabia que tinha divergências pontuais, mas nada que pudesse impedir ou dificultar nesse nível”, contou Moro, reiterando que ainda há espaço para negociações que possam colaborar para uma solução conjunta entre os partidos. “Ainda há espaço para construir uma solução conjunta”, declarou quando perguntado sobre as possibilidades de conseguir o apoio do PP.

Desafios da federação e a influência da Lava-Jato

A relação entre os partidos na federação tem sido marcada por desafios e desavenças, especialmente no que se refere ao apoio mútuo, essencial para criar um núcleo forte e competitivo nas eleições. A resistência do PP ao nome de Moro pode estar relacionada à sua atuação destacada na Operação Lava-Jato, uma vez que o partido foi um dos mais atingidos pelas consequências da operação. Contudo, segundo Moro, não se deve criar uma relação de causa e efeito em relação às resistências enfrentadas.

“Respeito que poderia ter um óbice nesse sentido, mas não vejo uma relação de causa e efeito, porque os personagens são outros”, comentou Moro, colocando em questão a ligação das recentes tensões com as passagens históricas de corrupção que envolveram o PP.

Expectativas sobre o futuro político

Enquanto a situação política se desenrola, Moro aguarda novidades sobre a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Estou esperando a mensagem do presidente (Lula), que não veio ainda. Não sei se vai se concretizar ou não essa indicação”, revelou. Em sua fala, Moro indicou a necessidade de um Supremo mais independente e menos vinculado ao governo, uma questão que pode ressoar no futuro político do Brasil.

Em meio a um cenário de incertezas e disputas internas, o que se pode perceber é que as movimentações políticas e as alianças necessárias para um apoio mútuo são fundamentais não apenas para as eleições no Paraná, mas para a configuração futura do cenário político brasileiro como um todo.

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