A agressão a um adolescente brasileiro na porta de uma escola em Santarém, Portugal, chamou atenção e gerou repercussão internacional nesta semana. Segundo informações reveladas pela “Record Europa”, o menino, de 13 anos, foi golpeado por colegas e desmaiou após a violência, que teria sido recorrente, mas pouco abordada pelas autoridades escolares.
Ser vítima de agressões e negligência escolar
A mãe do adolescente denuncia que a escola evitou solicitar atendimento médico imediato e não comunicou aos responsáveis pelo menor sobre os episódios de violência. O garoto, que teria sido agredido por outros estudantes, contou à mãe: “Mãe, os meninos me bateram, levei um murro e desmaiei”, segundo relato de Lucélia Oliveira. Além disso, ela aponta que há um processo judicial em andamento contra um dos agressoras.
A brasileira, que trabalha na escola, foi procurada pelo filho após a agressão. No hospital, uma médica teria constatado uma provável negligência da instituição após o desmaio do menor, que voltou a relatar o episódio. Apesar das punições aplicadas, os agressores continuam ameaçando o garoto por telefone, mesmo após serem suspensos.
Xenofobia linguística e preconceito em Portugal
O caso faz parte de uma crescente onda de violência e preconceito contra estudantes brasileiros em Portugal, com relatos de xenofobia linguística e discriminação. Segundo publicação de O GLOBO, essa é uma realidade que expõe o preconceito dirigido à origem e sotaque dos brasileiros no país europeu. Leia mais sobre o tema.
Repercussões e perspectivas
Lucélia Oliveira, mãe do adolescente, destacou que a violência na escola de Santarém já ocorreu anteriormente com sua filha, Jennifer Lima, reforçando o clima de insegurança. Ela criticou a resposta das autoridades: “Quando somos nós, brasileiros, querem investigar. Um pedido de desculpas, apenas. Os agressores se sentem protegidos por serem portugueses”.
Investigação sobre o caso ainda está em andamento, e a família espera ações concretas para garantir segurança e justiça aos estudantes. Até o momento, a escola não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, que reacendeu o debate sobre a acolhida e o respeito aos estrangeiros que estudam em Portugal.
Impacto e possíveis mudanças
Especialistas apontam que casos como esse evidenciam a necessidade de políticas eficazes de combate à xenofobia e de acompanhamento psicológico para vítimas de violência. A denúncia de negligência e a continuidade das ameaças revelam que o problema vai além do incidente isolado, refletindo dificuldades de convivência e preconceito estrutural em ambientes educativos.
A expectativa é que as autoridades portuguesas reforcem medidas de proteção aos estudantes estrangeiros e promovam ações de conscientização contra o racismo e a xenofobia no país. O episódio também serve como alerta para a sociedade internacional sobre a importância de garantir segurança e respeito aos migrantes e estudantes de diferentes nacionalidades.
Fonte: O Globo

