O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acaba de realizar uma importante atualização em seu sistema de segurança. O número de câmeras de monitoramento em áreas estratégicas da Presidência da República cresceu de 62 para mais de 700 unidades, refletindo um aumento significativo na vigilância das instalações presidenciais.
A expansão da segurança na Presidência
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Presidencial, cerca de 700 câmeras já foram instaladas não apenas nos palácios do Planalto, da Alvorada e do Jaburu, mas também em outras áreas sensíveis, como o Pavilhão das Metas e a via N2, que circunda o Palácio do Planalto. Esse esforço visa garantir a segurança em um dos pontos mais emblemáticos da capital federal.
Além das 300 câmeras instaladas apenas no Planalto, outras importantes áreas do governo ganharão monitoramento contínuo, o que é essencial para criar um ambiente seguro para o presidente e sua equipe. De acordo com o GSI, restam apenas oito câmeras a serem instaladas, a maioria na Residência Oficial do Torto e no Palácio do Jaburu, indicando um avanço quase total no projeto de modernização da segurança presidencial.
Novos veículos blindados para a segurança
- O GSI também está em processo de aquisição de 23 veículos blindados, que custarão cerca de R$ 5,4 milhões. Essa compra incluirá modelos sedã, SUV, vans e minivans que serão utilizados no comboio presidencial e no transporte das equipes de segurança.
- A frota atual de veículos enfrenta sérios problemas mecânicos, uma vez que muitos deles têm mais de 10 anos de uso, tornando-se menos confiáveis e mais difíceis de manter. Além disso, a garantia de blindagem dos antigos veículos expirou.
- Essas melhorias são vistas como fundamentais para garantir a segurança do presidente, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de dignitários estrangeiros que visitam o país.
Blindagem de vidro no Palácio do Planalto
Outras medidas estão sendo planejadas para reforçar a segurança do Palácio do Planalto. Em 2026, o governo tem a intenção de substituir os vidros do térreo do palácio por estruturas blindadas. O ministro do GSI, general Marcos Amaro, mencionou a importância dessa mudançaem uma coletiva de imprensa recente.
Os estudos técnicos para a implementação dessa melhoria estão avançados, mas a realização da obra requer autorizações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por se tratar de um edifício histórico. O investimento necessário para essa obra varia entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões, e pode incluir a blindagem de outras áreas e mais vidros, além do térreo.
“Existem outras coisas sendo acrescentadas, então pode variar esse preço. Outras áreas poderão ser blindadas, outros vidros poderão ser blindados, não apenas o piso térreo do Planalto”, afirmou Amaro, ao detalhar as futuras melhorias.
Essas iniciativas estão alinhadas com a crescente necessidade de segurança em um ambiente político que exige atenção redobrada, especialmente após eventos de insegurança que marcaram o cenário brasileiro nos últimos anos. Ao intensificar os recursos destinados à segurança, o GSI busca não apenas proteger os líderes do país, mas também restaurar a confiança da população nas instituições governamentais.
As medidas de segurança renovadas, que agora incluem um sistema de monitoramento muito mais robusto e veículos adequados, ilustram o compromisso do governo em manter a segurança de suas operações e do público que visita locais tão importantes para a democracia brasileira.
Com essa atualização, espera-se que as ações de segurança efetivas não apenas protejam a liderança do país, mas também sirvam de exemplo para outras instituições em relação à importância da modernização e do investimento em segurança pública.













