Em um tom de campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Belo Horizonte nesta semana, onde mencionou que 2026 é o “ano da verdade” e que pretende comparar as políticas sociais de seu governo com as dos governadores de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Esses governadores—Romeu Zema (Novo), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil)—são considerados possíveis candidatos à presidência pela direita, o que torna o discurso de Lula ainda mais relevante nas vésperas das eleições.
Comparações nas políticas sociais
Durante o evento, Lula afirmou: “Este ano foi o ano do plantio e da colheita. O ano que vem vai ser o ano da verdade”. Ele planeja uma série de comparações sobre quem realmente cuida do povo, lançando um desafio aos governadores de que medições imparciais serão feitas. “Em todas as áreas, não tem critério. Ele (o governador mineiro, Zema) pode até escolher o assunto”, declarou Lula, explicando que esse exercício vai ser feito tanto em Minas Gerais quanto em São Paulo e Goiás.
A Caravana Federativa, uma iniciativa lançada pelo presidente em 2023, também foi tema da visita. O projeto visa a ouvir as demandas dos prefeitos da região e serviu como plataforma para Lula expor suas opiniões. O presidente enfatizou a importância da interação com os representantes locais como uma forma de manter-se próximo do povo e conhecer melhor as realidades enfrentadas por eles.
Ironias e críticas à oposição
Lula não se esquivou de fazer ironias em relação aos governadores da oposição. Em referência a um vídeo em que Zema aparece comendo banana com casca, o presidente aproveitou para alfinetar: “Não aprendeu a descascar a banana ainda, então ele não vai a lugar nenhum. O cara que não aprendeu a descascar banana não pode querer fazer nada mais”, afirmou, fazendo um paralelo entre a simplicidade de descascar uma fruta e a complexidade das decisões políticas.
Além disso, ele também mencionou que Zema terá que “pedir votos para o povo” e que isso exigirá mais do que uma presença digital esperta—um esforço real nas ruas. Lula criticou ainda a gestão de Jair Bolsonaro, dizendo que o antigo governo cortou ministérios essenciais e que sua única prioridade parecia ser a liberação de armas, que favorece o crime organizado.
Uma metáfora política
No meio das críticas, Lula utilizou uma metáfora que fez ecoar em sua fala: “Não acredite, pelo amor de Deus, mesmo que a raposa tenha uma penugem branca, lilás ou vermelha… se colocar ela no galinheiro, ela vai comer as galinhas.” Essa alegoria se destina a alertar o povo sobre as intenções de seus opositores nas eleições, questionando que tipo de país eles realmente desejam construir.
O presidente usou ainda a sua experiência de vida para reforçar a importância de investir em educação e cultura, por meio da distribuição de livros, em vez de se concentrar na liberação de armas. “A gente quer investimento na cultura ou na ignorância?”, indagou, ao mesmo tempo que os aplausos ecoavam na plateia.
A visita de Lula a Belo Horizonte não apenas reafirma sua posição como candidato em 2026, mas também sinaliza sua intenção de se concentrar nas políticas sociais como um tema central de sua campanha. A resposta e o engajamento do povo brasileiro frente a essa retórica serão cruciais nos próximos meses, enquanto o cenário político se prepara para o embate eleitoral.














