Brasil, 29 de janeiro de 2026
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Lula lidera pesquisa para 2026; Michelle Bolsonaro se destaca

A última pesquisa Ipsos-Ipec trouxe à tona dados importantes para o cenário político brasileiro, com destaque para a figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera em todos os quatro cenários estimulados para o primeiro turno da eleição de 2026. Enquanto Lula se mostra forte entre os eleitores, nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se destacam na segunda posição, com Michelle Bolsonaro apresentando um desempenho notável.

Lula em primeiro e a ascensão de Michelle

Segundo a pesquisa, Lula contabiliza 38% das intenções de voto em todos os cenários apresentados, superando os adversários de forma consistente. Em termos de concorrência, Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente, surge como a candidatura com maior apelo popular entre os aliados de Jair Bolsonaro, alcançando 23% das intenções de voto. Em seguida, Flávio Bolsonaro, apontado como sucessor pelo pai, acumula 19%, Eduardo Bolsonaro 18%, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, soma 17%.

Os números indicam que Michelle, ao lado de outros candidatos, apresenta uma competição saudável contra o presidente, ao contrário de figuras como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Júnior, que registraram menos de 10% nos cenários de disputa.

Apoio de eleitores de Bolsonaro

Um ponto interessante da pesquisa é o desempenho de Michelle entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2022. Ela é a favorita desse grupo, com 50% das preferências. Em comparação, Flávio e Eduardo recebem, respectivamente, 43% e 42%, enquanto Tarcísio registra 37%. Esses resultados revelam um posicionamento forte de Michelle dentro do eleitorado do ex-presidente, o que pode ser um fator decisivo nas próximas eleições.

Rejeição entre os candidatos

Por outro lado, a pesquisa também trouxe à tona as taxas de rejeição dos candidatos. Lula figura com o maior índice, tendo 44% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro (35%), Eduardo (32%) e Michelle (30%). Em contraste, Tarcísio conta com uma rejeição menor, apenas 11%, o que indica um panorama mais favorável a ele entre os entrevistados.

Percepção sobre a continuidade de Lula

Embora Lula seja o líder nas intenções de voto, a pesquisa sinaliza que 57% dos entrevistados acreditam que ele não deveria se candidatar à reeleição. Este número, embora tenha caído em relação a agosto, ainda é elevado, especialmente entre segmentos como evangélicos, com 69% de desaprovação, e eleitores de Bolsonaro, que marcam 90% nesse aspecto. Entretanto, 40% afirmam que Lula deve disputar novamente, indicando uma divisão de opiniões entre os eleitores.

Avaliação da ausência de Bolsonaro em 2026

A ausência de Jair Bolsonaro nas próximas eleições também foi pauta da pesquisa: 49% dos entrevistados avaliaram como negativa a possibilidade de seu não retorno, enquanto 40% acreditam que isso pode ser um fator positivo. Essa percepção reflete a polarização que ainda existe no ambiente político brasileiro.

Preferências ideológicas para o próximo presidente

Quando questionados sobre o perfil ideológico desejado para o futuro presidente, 38% dos eleitores afirmaram não ter preferência, destacando a importância da capacidade de governança. Outros 27% desejam um candidato alinhado à direita, com 21% específicos sobre alguém vinculado ao bolsonarismo. Enquanto isso, 10% procuram um candidato de centro e 18% preferem uma pessoa de esquerda, com 15% especificamente ao lulismo.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 8 de dezembro, com 2 mil entrevistas em 131 municípios. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, o que a torna um indicativo confiável do que pode ser esperado nas próximas eleições de 2026.

Com esses dados, fica claro que o cenário eleitoral brasileiro se mostra dinâmico e cheio de reviravoltas, com Lula ainda se mantendo forte, mas enfrentando novas forças emergentes, como Michelle Bolsonaro, que podem alterar o rumo da política no país nos próximos anos.

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