Brasil, 29 de janeiro de 2026
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Lula defende parceria com os EUA no combate ao crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou um evento recente para formalizar mudanças nas regras para obtenção da carteira de motorista e, ao mesmo tempo, reforçou a urgência da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Segundo Lula, a paz e a segurança no Brasil estão entre os maiores desafios do governo atualmente.

A proposta de uma nova abordagem para a segurança pública

Lula se mostrou crítico em relação a abordagens mais violentas no combate ao crime, afirmando: “Tem gente que acha que tudo se resolve matando. Eu não acho. Temos que investir em inteligência. A gente não precisa de genocídio para enfrentar o banditismo.” Essa declaração ocorre em um momento delicado, após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policias. Este é um indicativo claro de que o governo busca um novo direcionamento estratégico nas políticas de segurança.

Durante o evento, o presidente também mencionou que já enviou uma proposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que ambos os países colaborem no combate ao crime organizado, incluindo ações para prender líderes do tráfico que estão fora do Brasil. “Um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, maior devedor desse país, mora em Miami. Então, se quiser ajudar, vamos ajudar prendendo logo esse aí”, destacou, ressaltando a necessidade de laços internacionais para abordar o problema que afeta diretamente o Brasil.

Conexão entre Brasil e EUA

A conversa entre Lula e Trump, realizada na última terça-feira (2 de dezembro), focou na cooperação contra o crime organizado. Ambos os líderes consideraram a conversa “extraordinária” e houve promessas de que os diálogos abrem caminhos para futuras colaborações. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seguiu adiante com o que foi discutido e se reuniu com um representante diplomático dos Estados Unidos para delinear as bases de um termo de cooperação no combate ao crime transnacional.

Haddad afirmou que os Estados Unidos demonstraram interesse em colaborar com o Brasil, um sinal positivo que pode fortalecer a resposta do governo brasileiro ao crime organizado. Esse esforço foi particularmente impulsionado pela recente operação denominada “Poço de Lobato”, que investiga práticas de evasão de divisas e sonegação de impostos associadas ao Grupo Refit, acusado de utilizar a cidade de Delaware, nos EUA, para lavar dinheiro ilícito.

Por que a cooperação é essencial?

Especialistas afirmam que a cooperação internacional é fundamental no combate ao crime organizado, uma vez que muitos grupos mafiosos operam não só em um único país, mas estabelecem redes que atravessam fronteiras. A lavagem de dinheiro, o trafico de drogas e a corrupção são problemas globais que requerem soluções e o compartilhamento de informações entre países. O que acontece no Brasil, por exemplo, pode estar intrinsecamente ligado a ações que ocorrem em outros locais, como os Estados Unidos.

Além de uma maior interação nas áreas de inteligência e operações policiais, a cooperação também poderá facilitar a troca de estratégias e recursos que podem ser vitais para a decomposição das redes criminosas que atuam em ambos os países.

O caminho a seguir

Enquanto a PEC da Segurança Pública aguarda a aprovação do Congresso, a expectativa é que as discussões entre Brasil e Estados Unidos avancem. A proposta de Lula de alavancar uma parceria internacional pode ser o primeiro passo na construção de um complexo sistema de combate ao crime organizado, que prioriza a inteligência e a estratégia sobre a violência. Para muitos, essa mudança de tom é vital para alcançar uma melhoria real na segurança pública no Brasil, contribuindo assim para um futuro mais seguro e justo para todos os cidadãos.

Cabe agora às instituições e ao apoio popular trabalharem em conjunto para que as ideias e propostas apresentadas se transformem em práticas eficazes e duradouras no combate ao crime e à impunidade no Brasil.

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