Em resposta aos mais recentes ataques aéreos da Rússia na Ucrânia, caças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foram acionados na Polônia, e sistemas de defesa aérea foram colocados em estado de alerta. A informação foi confirmada pelo Comando Operacional das Forças Armadas em Varsóvia em uma série de postagens nas redes sociais.
Reação imediata da Polônia e da OTAN
De acordo com o comando, “caças foram acionados e os sistemas de defesa aérea baseados em solo, assim como os sistemas de reconhecimento por radar, foram colocados em estado de prontidão”. Estas ações têm caráter preventivo e visam assegurar a proteção do espaço aéreo, especialmente nas áreas adjacentes às regiões ameaçadas. A alerta durou cerca de quatro horas, após as quais os aviões e sistemas de defesa retornaram às suas atividades operacionais padrão. Nenhuma violação do espaço aéreo polonês foi observada, conforme comentou o comando em um post subsequente.

Os militares da Espanha e da República Tcheca também participaram da resposta, assim como sistemas de defesa aérea da Alemanha e da Holanda, demonstrando a cooperação entre os aliados da OTAN.
Os ataques russos à Ucrânia
Conforme informado pela força aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 653 drones e 51 mísseis, sendo 17 deles mísseis balísticos, durante a noite. A força aérea relatou que 585 drones e 30 mísseis foram derrubados ou neutralizados. Os impactos das aeronaves foram registrados em 29 localidades do país. Este ataque, que utilizou 704 armas aéreas, representa o maior bombardeio noturno da Rússia desde 29 de outubro, quando 705 munições foram lançadas.
O maior ataque da guerra até o momento ocorreu na noite de 6 de setembro, envolvendo 823 veículos de ataque aéreo. O ataque mais recente é apenas o quarto desde o início da invasão em que o número de veículos de ataque superou 700.

O Ministro de Assuntos Internos ucraniano, Ihor Klymenko, informou que 10 regiões do país foram alvo de ataques, com impactos diretos em edifícios residenciais, ferrovias e infraestrutura energética. Mais de duas dúzias de casas nas regiões de Kyiv, Dnipropetrovsk, Zhytomyr e Lviv foram danificadas.
As vítimas incluem pelo menos três feridos na região de Kyiv, três na região de Dnipropetrovsk e dois na região de Lviv. Na cidade portuária de Odesa, o governador regional, Oleh Kiper, reportou danos a uma instalação de energia, causando interrupções no fornecimento de eletricidade e aquecimento, com 9.500 clientes sem aquecimento e 34.000 sem água logo pela manhã.
Compromissos e respostas da Ucrânia
O primeiro-ministro ucraniano, Yulia Svyrydenko, convocou uma reunião de coordenação de emergência com os ministros das Relações Exteriores e da Energia, juntamente com a liderança das empresas públicas de energia e os serviços responsáveis pelas operações de recuperação. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, ressaltou em uma postagem que a Rússia continua a ignorar os esforços de paz e ataca infraestrutura civil crítica, como o sistema de energia e ferrovias. Ele enfatizou a necessidade de fortalecê-los e aumentar a pressão sobre a Rússia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que as instalações energéticas eram os principais alvos dos ataques, e que a Rússia procura infligir sofrimento a milhões de ucranianos. Ele pediu ação adicional e sanções efetivas, além de suporte contínuo para as defesas que protegem a vida no país.
A defesa russa, por sua vez, declarou que suas forças derrubaram pelo menos 121 drones nos ataques que ocorreram durante a noite.
Este aumento nos ataques e a mobilização das forças da OTAN indicam um novo aumento nas tensões na região e uma continuidade da crise humanitária em curso na Ucrânia.


