Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Violência política de gênero marca sessão na Câmara de Santa Maria

A vereadora Helen Cabral (PT), de Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, apresentou uma grave denúncia de violência política de gênero ocorrida durante a Sessão Plenária Ordinária da última terça-feira (2) na Câmara Municipal. O incidente, que envolve uma agressão verbal, destaca a necessidade urgente de abordar a questão da violência contra mulheres em ambientes políticos.

A agressão durante a sessão

O episódio se desenrolou enquanto a vereadora Helen Cabral discutia a falta de transparência do Executivo e defendia os direitos das servidoras e servidores em relação ao projeto de parcelamento do 13º salário. Durante seu discurso, foi atacada pelo vereador Tony Oliveira, que, segundo Helen, abandonou o debate democrático em prol de uma atitude violenta e intimidatória. O ataque, descrito por ela como misógino e inaceitável numa casa legislativa, representa o que ela considera o mais grave ato de violência política de gênero que já enfrentou.

“O ataque misógino não apenas ultrapassa todos os limites aceitáveis dentro de uma instituição pública, como configura o mais grave ato de violência política de gênero já sofrido pela vereadora dentro da Câmara”, declarou Helen em nota.

O impacto da violência de gênero

Helen Cabral ressaltou que a agressão não se deu por divergências ideológicas, mas sim pelo fato de ser uma mulher ocupando um cargo de poder. Curiosamente, o incidente ocorreu durante a 5ª Semana Municipal de Não Violência Contra a Mulher, uma lei de sua própria autoria. Nesta semana, a vereadora também está participando do Festival Movimento Mulheres em Luta (MEL), que discute a violência política de gênero enfrentada por parlamentares mulheres.

“Quero saber qual a atitude que a presidência vai tomar em relação à violência de gênero que sofri esta noite pelo vereador Tony, quando ele partiu para cima de mim. A violência de gênero é crime e quero saber o que a presidência vai fazer. A violência contra esta vereadora é contra todas as mulheres dessa casa. E não admito continuar sofrendo violência de gênero neste parlamento”, afirmou Helen em um vídeo compartilhado em redes sociais.

Medidas legais e institucionais

A vereadora mencionou que todas as medidas legais e institucionais já estão sendo tomadas, incluindo uma comunicação à Mesa Diretora da Câmara exigindo providências e o registro de um Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher. Helen acredita que é fundamental responsabilizar o agressor e garantir que incidentes semelhantes não voltem a ocorrer.

A Câmara Municipal de Santa Maria e o vereador Tony Oliveira foram procurados, mas não responderam ao contato sobre o incidente.

A luta contra a violência de gênero no Brasil

O caso de Helen Cabral é um reflexo de um problema mais amplo que aflige o Brasil: a violência de gênero contra mulheres em posições de liderança. Muitas mulheres que ocupam cargos políticos enfrentam desafios adicionais e são alvo de ataques por conta de seu gênero. Os dados sobre violência política de gênero indicam um crescimento alarmante desse tipo de violência, que se traduz em ameaças, assédio e agressões físicas e psicológicas.

Durante eventos e discussões sobre a desigualdade de gênero, é fundamental que a sociedade se una para combater essas práticas e promover um ambiente mais seguro e inclusivo para mulheres em todas as esferas, incluindo a política. As vozes femininas são essenciais na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, e é preciso garantir que essas vozes não sejam silenciadas.

Assim, o caso de Helen Cabral não é apenas uma questão pessoal; é um chamado à ação para todos nós. É essencial que haja um comprometimento de todos os setores da sociedade para que a violência contra mulheres, especialmente em espaços de poder, seja combatida de maneira eficaz e que se promovam mudanças significativas na legislação e na cultura política.

A discussão e a conscientização sobre a violência de gênero devem continuar, com o intuito de criar um ambiente onde todas as mulheres sejam respeitadas e possam exercer seus direitos, sem medo de represálias ou violência.

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