Brasil, 7 de fevereiro de 2026
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Discussão acalorada marca audiência da CPMI do INSS

Na última segunda-feira (1º de dezembro), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficou marcada por uma intensa discussão entre o vice-presidente da comissão, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), e o ex-coordenador de pagamentos do INSS, Jucimar Fonseca da Silva. A audiência teve como foco a apuração de denúncias de corrupção no órgão.

Conflito na CPMI do INSS

Durante a audiência, a tensão escalou quando Duarte Jr. acusou Jucimar de ter a “mão suja de corrupção”, em referência a um suposto envolvimento em um esquema de fraudes. As investigações indicam que o ex-coordenador assinou um documento que autorizou, de maneira indevida, descontos em benefícios de aposentados a pedido de uma das entidades envolvidas no esquema. Jucimar foi afastado do INSS em 27 de julho deste ano, após ordem judicial.

Os detalhes do escândalo

O escândalo do INSS veio à tona em uma série de reportagens publicadas pelo Metrópoles, que informou que, em apenas um ano, a arrecadação das associações com os descontos nas aposentadorias superou R$ 2 bilhões. Essas entidades enfrentam acusações por fraude nas filiações de segurados, o que levou a Polícia Federal (PF) a abrir investigações em decorrência das reportagens.

As matérias do Metrópoles foram fundamentais para o andamento da Operação Sem Desconto, que resultou na demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

A polêmica do documento

Antes do embate, Jucimar alegou ter um documento do INSS que contradiz o parecer do Ministério Público, que aponta sua responsabilidade na liberação de descontos indevidos. Duarte Jr., por sua vez, exigiu que o deputado apresentasse essa prova. Sem respostas concretas, o parlamentar pediu que Jucimar lesse um trecho de um parecer da Procuradoria-Geral Federal que, segundo ele, mostrava que as alegações do ex-coordenador eram infundadas.

“O senhor vai continuar gritando comigo? Respeite-me. Você não venha levantar a voz para mim. Essa sua mão está suja de corrupção”, retrucou Duarte Jr.

Repercussão da audiência

O debate se acirrou, levando a CPMI a um nível de discussão pouco comum em suas audiências. O ex-diretor do INSS não compareceu a convocatórias anteriores, alegando problemas de saúde, e acabou sendo localizado pela Polícia Legislativa para depor. A expectativa é de que as investigações continuem a revelar mais detalhes sobre a operação fraudulenta que envolve milhares de aposentados.

Desdobramentos da investigação

Além da audiência com Jucimar, na mesma sessão, foi convocado o empresário Sandro Temer de Oliveira, ligado às associações que supostamente participam do esquema de descontos ilegais em benefícios. Contudo, ele recebeu um habeas corpus do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e não depôs.

A prisão de Sandro ocorreu durante a Operação Sem Desconto, uma ação significativa da PF para desmantelar o esquema que supostamente lesa os aposentados em todo o Brasil.

Próximos passos da CPMI

A CPMI do INSS deve continuar seus trabalhos, que podem ser prorrogados por mais 60 dias, conforme informado por conselheiros da comissão. A pressão para esclarecer todos os pontos nebulosos envolvendo o INSS e as associações é intensa, e a população aguarda ansiosamente por resultados concretos.

O debate acalorado é um sinal do compromisso dos parlamentares em lutar contra a corrupção e proteger os direitos dos cidadãos. A CPMI é uma oportunidade para que as vítimas desse esquema sejam ouvidas e que a justiça seja feita.

Assim, o desenrolar desta história continua a capturar a atenção do público, refletindo a importância do papel das investigações na luta contra a corrupção no Brasil.

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