Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Psiquiatra sugere prisão domiciliar para Bolsonaro devido a problemas de saúde

Especialista aponta que ex-presidente pode ter sofrido surto psíquico e recomenda condição humanitária para cumprimento de pena.

Hewdy Lobo, psiquiatra especializado em psiquiatria forense e psicologia jurídica, fez declarações impactantes sobre o estado de saúde mental do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após atender figuras públicas como Flordelis e Carla Zambelli, Lobo acredita que Bolsonaro pode ter tido um episódio psíquico agudo e sugere que o ex-chefe do Palácio do Planalto deveria cumprir sua pena de 27 anos em prisão domiciliar humanitária.

A análise do especialista sobre a condição de Bolsonaro

Hewdy Lobo, que já acompanha casos de grande repercussão, destacou que o quadro clínico de Bolsonaro é complexo, principalmente após a facada que sofreu em 2018, que resultou em múltiplas cirurgias e problemas intestinais. O psiquiatra mencionou que tais condições podem afetar a absorção de medicamentos, levando a alterações mentais que podem ser confundidas com delírios, mas que, no caso de Bolsonaro, não demonstraram desorganização total em seu comportamento recente.

Segundo o especialista, o incidente ocorrido na última sexta-feira (21 de novembro), quando Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica, demonstra um padrão de raciocínio, apontando para uma alteração psíquica, mas não necessariamente um delírio. “A princípio, temos uma hipótese crível, sustentada por profissionais que conhecem o paciente de longo prazo”, afirma Lobo.

Os problemas de saúde de Bolsonaro são reforçados por sua defesa, que listou ao Supremo Tribunal Federal (STF) seis doenças crônicas. A família do ex-presidente também argumentou que suas condições de saúde tornam incompatível seu encarceramento, propondo que ele cumpra a pena em sua residência no Jardim Botânico, em Brasília.

Condições de saúde apontadas pelos laudos médicos

O laudo médico que acompanha a defesa de Bolsonaro revela uma série de condições, como refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão essencial primária, e doenças ateroscleróticas. Além disso, a facada sofrida causou complicações a longo prazo, como episódios de soluços persistentes e incapacitantes, que derivam das cirurgias abdominais que o ex-presidente enfrentou após o atentado.

Os legisladores e o STF medicamentos descritos nos laudos indicam a necessidade de ajustes diários para controlar o quadro clínico complexo de Bolsonaro, que envolve múltiplos sistemas do corpo. Os laudos médicos também destacam algumas complicações irreversíveis, como:

  • Atrofia parcial da parede abdominal;
  • Hérnias residuais;
  • Aderências intestinais extensas;
  • Perda de grande parte do intestino grosso;
  • Risco permanente de obstrução intestinal;
  • Dor abdominal recorrente;
  • Efeitos psicológicos duradouros.

O contexto da prisão e as implicações legais

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O argumento da defesa se apoia na gravidade das condições de saúde do ex-presidente, que incluem problemas relacionados a sua saúde mental e física. Os documentos apresentados ao STF detalham a complexidade do quadro clínico de Bolsonaro, abrangendo desde problemas vasculares até complicações gastrointestinais, corroborando o pedido de prisão domiciliar.

O psiquiatra Hewdy Lobo ressalta que a combinação de idade avançada, múltiplas doenças e uso extensivo de medicamentos altera a absorção intestinal, o que pode levar a efeitos colaterais tanto físicos quanto psíquicos. Em sua análise, esses fatores aumentam a probabilidade de que Bolsonaro, sob condições adversas, desenvolva reações mentais transitórias que poderiam ser vistas como distorções da realidade.

Essa situação representa não apenas um desafio legal para o ex-presidente, mas também uma questão de saúde pública, considerando que a saúde mental é frequentemente negligenciada em processos judiciais. A discussão em torno da prisão domiciliar para Bolsonaro poderá estabelecer precedentes importantes no que diz respeito ao tratamento de detentos com condições de saúde complexas no Brasil.

O desenrolar deste caso gerou debates intensos na sociedade brasileira, levantando questões sobre a legislação penal, o status de saúde dos detentos e a forma como o sistema de justiça lida com a saúde mental. À medida que o STF analisa a defesa apresentada por Bolsonaro, a atenção do país volta-se para as implicações de uma decisão que pode impactar não só o ex-presidente, mas o entendimento sobre direitos humanos no sistema carcerário brasileiro.

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