Uma vigília de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi convocada na noite desta terça-feira (25/11) em uma igreja no centro de Curitiba (PR). No entanto, os manifestantes foram impedidos de entrar no recinto religioso pelo padre da Igreja São Francisco de Paula, gerando protestos e discussões no local.
Motivo do impasse: decisão do arcebispo
O bloqueio na entrada da igreja decorreu de uma decisão do arcebispo metropolitano de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, que determinou a proibição de vigílias de cunho político nos templos católicos da região. Esse comunicado foi emitido momentos antes da vigília agendada, o que deixou os apoiadores de Bolsonaro frustrados.
Após serem barrados, alguns manifestantes discutiram com o padre responsável na igreja, mas sem sucesso. Recusando-se a deixar o local, os apoiadores realizaram sua vigília em frente à catedral, onde permaneceram por cerca de uma hora e meia, clamando por sua causa.
Convocação pela ex-candidata a prefeita
A vigília foi articulada pela pré-candidata ao Senado pelo União-PR e ex-candidata a prefeita, Cristina Graeml. Em sua conta do Instagram, ela mobilizou seus mais de um milhão de seguidores para o encontro, que tinha como objetivo realizar orações em um momento delicado para o ex-presidente, que enfrenta questões judiciais.
Contexto da ovada judicial de Bolsonaro
Este evento ocorreu um dia antes do Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o trânsito em julgado do processo contra Bolsonaro, significando que ele deve começar a cumprir a pena a qual foi condenado. Essa fase do processo trouxe um sentimento de urgência entre os apoiadores, e Graeml enfatizou a importância da vigília ao afirmar: “Vamos entrar na corrente nacional por Saúde, Liberdade e Justiça para o presidente Bolsonaro e todos os milhares de presos e exilados políticos do Brasil, por Anistia Já e pelo restabelecimento do Estado de Direito no Brasil.”
Repercussão nas redes sociais
A situação gerou reações nas redes sociais, com compartilhamentos de vídeos e comentários dos participantes que estavam do lado de fora da igreja. Muitos expressaram sua indignação pelo impedimento e pela interferência da igreja em questões políticas, elevando ainda mais a polarização já presente no cenário político brasileiro.
A reportagem tentou entrar em contato com a Arquidiocese de Curitiba para obter um posicionamento sobre o ocorrido, mas até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
A vigília, que era para ser um ato de união entre os apoiadores de Bolsonaro, acabou se transformando em um episódio de confronto e reflexão sobre o papel das instituições religiosas na política brasileira. O evento ressalta a complexidade do clima atual, onde a fé e a política frequentemente se entrelaçam, gerando tensões e divisões significativas na sociedade.
Enquanto apoiadores buscam formas de protestar e expressar seus sentimentos em relação à situação de Bolsonaro, a Igreja Católica se posiciona em defesa da separação entre religião e política, desafiando a mobilização em prol do ex-presidente e dos seus ideais.
A situação se desenrola em um contexto de crescente tensão político-social no Brasil, onde questões de liberdade de expressão, direitos civis e a atuação da justiça se tornaram tópicos centrais de debate. O que será o próximo movimento dos apoiadores de Bolsonaro após esse episódio? Todas as atenções estão voltadas para os próximos passos tanto dos manifestantes quanto da Igreja.













