O senador Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou nesta segunda-feira (24/11) a respeito do vídeo que mostra a tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro danificada. Durante uma reunião com líderes do Partido Liberal em Brasília, Flávio descreveu o vazamento como uma “tentativa de fazer maldade”, refletindo o impacto emocional e político da situação enfrentada por seu pai, que está preso.
A declaração de Flávio Bolsonaro
Flávio alega que o ministro Alexandre de Moraes desconsiderou laudos médicos ao decretar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, mesmo quando o ex-presidente não estava em plenas condições mentais. O senador expressou sua indignação ao mencionar o vídeo que circulou, descrevendo-o como um momento de humilhação para Jair. “Claro que quando faz vídeo dele com a tornozeleira com avarias, primeiro esse vídeo vaza sem som. Já é uma humilhação para a situação que ele está”, afirmou Flávio, evidenciando como o material não só desrespeita a privacidade do ex-presidente, mas também expõe sua vulnerabilidade pública.
Além disso, Flávio destacou que a vontade de prejudicar o pai parece ser tão intensa que o vídeo foi divulgado com som, o que, segundo ele, torna a exposição ainda mais dolorosa. “Quando ouve a voz dele nesse vídeo, eu acho que é um consenso, de quem já ouviu ele, que ele está com a fala completamente alterada”, completou.
Contexto da prisão e do vídeo
O vídeo em questão foi gravado durante uma averiguação da tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro na madrugada do dia 22/11, realizada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape). Na gravação, o ex-presidente admite ter manipulado o aparelho usando um ferro de solda “por curiosidade”, no entanto, garante que não rompeu a cinta, o que alimentou ainda mais o debate sobre suas condições e a pertinência de sua prisão.
De acordo com Flávio, o foco deve estar na anistia, que considera a prioridade atual dos parlamentares, especialmente após o tumultuado capítulo de prisão do ex-presidente. “Tá muito claro para todo mundo que a tornozeleira foi o de menos. Ele já queria fazer no dia 22”, disse, referindo-se ao dia da averiguação e enfatizando que o ex-presidente já havia se mostrado disposto a lidar com a situação.
Reunião do PL e o futuro político
A reunião do PL que abordou esses temas foi convocada de emergência após a prisão de Jair. Durante o encontro, além de Flávio, estavam presentes outros filhos do ex-presidente, como Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú (SC), e Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, também estiveram presentes para discutir estratégias e ações futuras do partido.
O debate sobre anistia proposto por Flávio reflete uma tentativa da liderança do PL de consolidar apoio e unir as forças do partido em um momento de grande tensão política. O ex-presidente Jair Bolsonaro continua a ser uma figura central nas discussões políticas brasileiras, e a maneira como seu governo e suas ações são tratados nos meios de comunicação continuam a alarmar a família e seus apoiadores.
Enquanto isso, a legião de defensores e críticos segue atenta às movimentações do PL e dos desdobramentos jurídicos do caso de Jair Bolsonaro, uma trajetória que promete continuar gerando repercussões nas esferas política e pública do Brasil. Assim, fica evidente que as questões envolvendo a tornozeleira e a prisão são apenas parte de um cenário muito mais amplo que envolve investimentos na estruturação política do país.
O futuro do Partido Liberal e de Jair Bolsonaro agora depende de como essas questões serão manejadas nas próximas semanas, à medida que o contexto político nacional continua a evoluir.














