Neste domingo (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou um relato alarmante sobre sua saúde mental, mencionando episódios de alucinação que, segundo ele, ocorreram após a administração de diferentes medicamentos sem a devida comunicação entre os médicos envolvidos em seu tratamento. Durante sua audiência de custódia, Bolsonaro mencionou que a médica Marina Pasolini receitou a Sertralina, o que desencadeou reações indesejadas com outros medicamentos, resultando em um estado de confusão mental e alucinações.
Questionamentos sobre a conduta médica
De acordo com Bolsonaro, a prescrição de Sertralina não foi discutida com a equipe médica que já acompanhava sua saúde, o que gerou preocupações sobre a segurança da medicação. Ele ressaltou que, durante o período de tratamento, estava sob cuidados intensivos devido a uma crise severa de soluços, que o levava a receber medicamentos auxiliares para a manutenção de sua saúde.
O ex-presidente mencionou que, em um momento de delírio, chegou a acreditar que havia escutas instaladas em seu ambiente, uma preocupação que parecia exacerbar sua já delicada condição mental. Essas revelações suscitam dúvidas sobre a comunicação a respeito das receitas médicas e a possibilidade de interação entre diferentes fármacos, que não pode ser subestimada no cuidado à saúde, especialmente em pacientes com um histórico médico complexo.
Boletim médico e reações de especialistas
No mesmo contexto, um boletim médico foi divulgado pelos doutores Claudio Birolini e Leandro Echenique, responsáveis pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro. Os médicos afirmaram que o ex-presidente faz uso diário de diversos medicamentos, resultado de internações e cirurgias desde 2018, quando sofreu um atentado durante a campanha eleitoral. Na sexta-feira, 21 de novembro, eles destacaram que a confusão mental e as alucinações apresentadas por Bolsonaro “possivelmente” foram induzidas pelo uso da Pregabalina, prescrita por outra médica sem o conhecimento prévio da equipe atual.
A situação trouxe à tona debates sobre a responsabilidade médica e a importância da interação entre equipes de saúde em tratamentos complexos. Especialistas alertam que a falta de comunicação pode resultar em complicações sérias, especialmente em pacientes que convivem com múltiplas condições. A população está atenta e preocupada com os efeitos que tais situações podem ter em figuras públicas, ainda mais em momentos sensíveis da política nacional.
Repercussão na esfera política
A revelação dos episódios de saúde mental de Bolsonaro ocorre em um momento polarizado da política brasileira. A figura do ex-presidente continua a suscitar discussões acaloradas entre seus apoiadores e opositores. Sua própria saúde mental torna-se um tópico não apenas de interesse público, mas também um campo de análise sobre a influência de condições pessoais na política. Pesquisadores e analistas começam a investigar como eventos como esses podem impactar as dinâmicas políticas do país.
Além disso, a pressão do sistema de saúde e o papel das instituições muitas vezes são ressaltados em conversas sobre governabilidade e liderança. A confiança pública nas decisões dos líderes é crucial, e situações de saúde que comprometam essa liderança podem impactar o cenário político significativamente.
À medida que novos detalhes sobre a saúde de Bolsonaro emergem, a população segue acompanhando atentamente as orientações médicas e as alegações que cercam seu tratamento, com o desejo de que as práticas médicas respeitem os padrões de segurança e eficiência.
Em meio a tudo isso, resta aguardar as próximas informações e atualizações sobre o estado de saúde do ex-presidente, bem como as repercussões administrativas que podem decorrer dessa série de eventos.
Para mais detalhes, você pode consultar a fonte original da notícia [aqui](https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/11/23/medica-visita-bolsonaro-na-pf.ghtml).















